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Intervalo de jogo eleva 21,2% demanda de energia em SP

ANDRÉ MAGNABOSCO - Agência Estado

13 Junho 2014 | 12h 25

A demanda por energia elétrica medida pela AES Eletropaulo na região metropolitana de São Paulo apresentou forte variação ontem, dia da abertura da Copa do Mundo no estado de Itaquera, na capital paulista. No intervalo do jogo, quando historicamente há picos de consumo de energia, a demanda cresceu 21,2% em relação ao volume registrado no início da partida. Apesar da variação, o sistema de distribuição de energia operou de forma estável, segundo a AES Eletropaulo.

De acordo com a distribuidora, que atende 24 municípios da região metropolitana de São Paulo, incluindo a capital, o pico de consumo foi de 6.166,97 MW, às 18 horas. Durante o intervalo, os torcedores aumentam a demanda de energia em ações como abrir a geladeira, tomar banho e fazer outras atividades que dependem de eletricidade. No início do jogo, por sua vez, a demanda máxima de energia elétrica foi de 5.085,45 MW.

Embora haja um pico de consumo durante o intervalo, a realização da partida do Brasil contribuiu para um menor consumo de energia durante o dia. Isso porque muitas empresas dispensaram os funcionários horas antes do início do jogo.

Às 11h32, quando foi registrado o pico de consumo durante a quinta-feira, a AES Eletropaulo registrou 6.552,21 MW de demanda de energia, segundo dados preliminares. O montante representa uma queda de 8,6% em relação ao consumo de 7.172,05 MW apurado no mesmo horário na quinta-feira da semana passada. Às 19 horas, no final da partida que terminou com a vitória do Brasil contra a Croácia, a demanda estava em 5.827,39 MW. Acima, portanto, do consumo registrado no início do jogo, mas abaixo do pico do intervalo e da marca registrada pela manhã.

Para atender uma base de clientes de mais de 20 milhões de pessoas, a AES Eletropaulo mobilizou mais de 2 mil profissionais para atender eventuais casos de ocorrências durante a Copa do Mundo. Esses colaboradores, segundo a distribuidora, estarão localizados, "principalmente, em pontos estratégicos da área de concessão, incluindo locais com grande concentração de torcedores, como o Vale do Anhangabaú e Arena Corinthians", informa a companhia em nota.