Investidores mantêm cautela com rumores sobre Palocci

O mercado brasileiro está tendo um dia de cautela, na esteira dos rumores sobre a possibilidade de o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, deixar o cargo. Pesquisa divulgada hoje mostrando queda da popularidade do presidente Lula também foi mal recebida. A reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que começa hoje, termina amanhã e reavalia a Selic - a taxa básica de juros da economia - ficou em segundo plano na avaliação dos investidores nesta terça-feira. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) operou em baixa ao longo de toda a primeira parte do pregão. No início do dia, com cerca de 15 minutos de pregão, a queda do Ibovespa já superava 1% e se acelerou após a divulgação da pesquisa CNT/Sensus. No patamar mínimo da manhã de hoje, o Ibovespa - índice que mede o desempenho das ações mais negociadas da Bolsa - caiu 2,05%. Às 14h21, a queda era um pouco menor, de 1,47%, com volume financeiro contido, de R$ 693 milhões, sinalizando para o encerramento dos negócios R$ 1,62 bilhão. O dólar ficou em alta durante a manhã, impulsionado pela atuação do Banco Central no mercado futuro de dólar e também pelo resultado da pesquisa CNT/Sensus. Batizada de swap reverso, ela envolve a venda de contratos cujo efeito, na prática, é o mesmo que seria produzido se o Banco Central resolvesse comprar dólares hoje para receber no futuro. Na operação de hoje, o Banco Central ofertou 10.500 contratos, o que representa valor aproximado de US$ 500 milhões. Os contratos têm cinco vencimentos diferentes. A liquidação financeira será feita na próxima quinta-feira, 24. Às 14h30, o dólar comercial era cotado a R$ 2,2640, em alta de 1,84% em relação aos últimos negócios de ontem. Durante a manhã, a moeda norte-americana oscilou entre a máxima de R$ 2,2640 e a mínima de R$ 2,2440. No mercado de juros futuros, as taxas estão em alta. Negociado na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o contrato com taxa pós-fixada (DI), com vencimento em janeiro de 2007, estava em 17,06% ao ano, ante fechamento ontem a 17,01%. Já o contrato com vencimento em janeiro de 2006, mantinha estabilidade - estava em 18,21% ao ano. Os mercados norte-americanos aguardam a divulgação da ata da última reunião do banco central norte-americano (Fed), que decidiu pela alta de juro no país. Esta expectativa contribuiu para o comportamento defensivo dos investidores no começo do dia.

Agencia Estado,

22 Novembro 2005 | 14h41

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