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'Prévia da inflação' sobe 0,15% em março, a menor para o mês desde 2009

Alimentos recuaram 0,08% no mês, mas energia elétrica sobe 2,45% e é o item de maior impacto no índice

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Daniela Amorim ,
O Estado de S.Paulo

22 Março 2017 | 09h08

RIO - A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15), conhecido como a prévia da inflação oficial, registrou alta de 0,15% em março, após subir 0,54% em fevereiro. O resultado, divulgado nesta quarta-feira, 22, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foi o menor para o mês desde 2009, quando ficou em 0,11%, e é o menor desde agosto de 2014, quando estava em 0,14%.

Com o resultado anunciado nesta quarta, o IPCA-15 acumula aumento de 1% no ano. A taxa acumulada em 12 meses diminuiu de 5,02% em fevereiro para 4,73% em março, a mais baixa desde setembro de 2010, quando o resultado ficou em 4,57%. Em março de 2016, a taxa do IPCA-15 foi de 0,43%.

O índice veio dentro das estimativas dos analistas do mercado financeiro consultados pelo Projeções Broadcast, que esperavam inflação entre 0,08% e 0,20%, com mediana de 0,14%.

Energia elétrica. O aumento na conta de luz acelerou os gastos das famílias com habitação no índice. A energia elétrica ficou 2,45% mais cara em março, item de maior impacto na inflação do mês, o equivalente a 0,08 ponto porcentual. O aumento da conta de luz correspondeu a 53% da taxa de 0,15% do IPCA-15 de março.

A alta foi provocada por movimentos nas parcelas referentes ao PIS/COFINS e pela alteração da cobrança da bandeira verde para a bandeira amarela, que passou a vigorar a partir do dia 1º de março. Com a troca na bandeira, o consumidor passou a pagar R$ 2,00 a cada 100 kwh de energia elétrica consumidos.

Alimentos e combustível. Os combustíveis e os alimentos ajudaram a frear a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) em março. Os alimentos ficaram 0,08% mais baratos, graças às reduções de preços de vários itens, como feijão carioca (-10,36%), feijão preto (-8,27%), frango inteiro (-2,39%) e carnes (-1,31%).

Em relação ao grupo Transportes, o recuo de 0,16% em março foi motivado pela queda de 1,34% nos preços dos combustíveis. O litro da gasolina ficou 1,06% mais barato, enquanto o litro do etanol caiu 2,69%. As passagens aéreas também tiveram redução, de -9,71%.

Itens. Cinco entre nove grupos tiveram recuo de preços no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15). As quedas foram registradas em Alimentação e bebidas (de -0,07% em fevereiro para -0,08% em março); Artigos de residência (de 0,34% para -0,30%); Vestuário (de -0,31% para -0,02%); Transportes (de 0,66% para -0,16%) e Comunicação (de 0,84% para -0,31%).

Outros três grupos registraram aumentos menores em março: Saúde e cuidados pessoas (de 0,83% em fevereiro para 0,48% em março); Despesas pessoais (de 0,37% para 0,30%); e Educação (de 5,17% para 0,87%).

Passado o impacto relevante dos reajustes das mensalidades escolares que habitualmente ocorrem em fevereiro, o grupo Educação ainda apresentou a mais elevada variação de grupo, porém teve a desaceleração mais acentuada em relação ao mês anterior.

A taxa de 0,87% do grupo Educação foi influenciada pela alta de 5,43% apropriada em Fortaleza, ao passo que entre as demais regiões o resultado mais alto foi o de 1,86% registrado em São Paulo. Em Belém (-0,23%) e Goiânia (-0,06%) houve até pequenos recuos nas mensalidades.

Em março, o único grupo a apresentar aceleração no ritmo de aumento dos preços foi Habitação, que saiu de 0,18% em fevereiro para 0,64% em março.

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