Marcos Santos/USP Imagens
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IPCA para 2018 cai de 4% para 3,96%

Na prática, as projeções de mercado divulgadas no Focus indicam que a expectativa é de que a inflação fique levemente abaixo do piso da meta

Fabrício de Castro, O Estado de S.Paulo

26 Dezembro 2017 | 08h49

BRASÍLIA - Os economistas do mercado financeiro reduziram suas projeções para o IPCA - o índice oficial de preços - para este ano. O Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta terça-feira, 26, pelo Banco Central, mostra que a mediana para o IPCA em 2017 foi de 2,83% para 2,78%. Há um mês, estava em 3,06%. Já a projeção para o índice de 2018 passou de 4,00% para 3,96%, ante 4,02% de quatro semanas atrás.

Na prática, as projeções de mercado divulgadas no Focus indicam que a expectativa é de que a inflação fique levemente abaixo do piso da meta, de 3,0%, em 2017. O centro da meta para este ano e o próximo é de 4,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto porcentual (inflação de 3,0% a 6,0%).

Na quinta-feira, 21, o Banco Central atualizou, por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), suas projeções para o IPCA: 2,8% em 2017, 4,2% em 2018, 4,2% em 2019 e 4,1% em 2020. Estes cálculos do BC levam em conta câmbio e juros variáveis, conforme as projeções do Focus.

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Entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do IPCA no médio prazo, denominadas Top 5, a mediana das projeções para 2017 no Focus foi de 2,73% para 2,77%. Portanto, estas casas também preveem que o BC não cumprirá a meta, já que a inflação ficará abaixo do piso de 3,0%. Para 2018, a estimativa do Top 5 foi de 3,95% para 3,72%. Quatro semanas atrás, as expectativas eram de 3,10% e 4,00%, respectivamente.

Produto Interno Bruto. O mercado financeiro elevou levemente sua projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2017 e 2018. A expectativa de alta para o PIB deste ano passou de 0,96% para 0,98% no Relatório. Há um mês, a perspectiva estava em 0,73%. Para 2018, o mercado elevou a previsão de alta do PIB de 2,64% para 2,68%. Quatro semanas atrás, a expectativa era de 2,58%.

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Em 1º de dezembro, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o PIB cresceu 0,1% no terceiro trimestre, em relação ao segundo trimestre. Apesar de modesto, o número foi bem recebido pelo mercado. Um dos motivos foi o crescimento do investimento produtivo, de 1,6% no trimestre, na primeira alta após 15 quedas consecutivas.

Já a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2017 seguiu em 52,20%. Há um mês, estava em 52,15%. Para 2018, a expectativa no boletim Focus permaneceu em 55,65%, ante 55,40% de um mês atrás. 

Taxa básica. Em meio às indicações do Banco Central de que pode continuar o processo de corte de juros em fevereiro, os economistas reduziram suas projeções para a Selic para o fim de 2018 nesta edição do Focus. A mediana das previsões para a taxa no próximo ano passou de 7,00% para 6,75% ao ano. Há um mês, estava em 7,00%, atual taxa básica de juros.

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