JF DIORIO / ESTADÃO CONTEÚDO
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JBS confirma movimentações cambiais, que classifica como política de gestão de riscos

Ontem, o 'Broadcast' informou que a empresa teria adquirido entre US$ 750 milhões e US$ 1 bilhão na quarta-feira

Camila Turtelli e Aline Bronzati, O Estado de S.Paulo

19 Maio 2017 | 16h07

A JBS confirma, em nota à imprensa, que as movimentações realizadas pela companhia nos últimos dias no mercado de câmbio seguem alinhadas à sua política de gestão de riscos e proteção financeira. Ontem, o Broadcast antecipou que a empresa teria adquirido entre US$ 750 milhões e US$ 1 bilhão na quarta-feira, antes da deflagração da nova crise no País como consequência de gravações feitas pelos donos da empresa, os irmãos Joesley e Wesley Batista.

"A companhia esclarece que gerencia de forma minuciosa e diária a sua exposição cambial e de commodities", informa a JBS, no comunicado.

A compra de dólares feita pela JBS ocorreu antes da valorização da moeda americana, registrada ontem em decorrência da crise. O dólar fechou a quinta-feira a R$ 3,3868, com alta de 8,07%.

Nas duas últimas semanas, a empresa teria contatado bancos para pedir hedge para o seu patrimônio líquido, que fechou março último em mais de R$ 24 bilhões.

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A JBS informa ainda que, tendo em vista a natureza de suas operações, tem como política e prática a utilização de instrumentos de proteção financeira "visando, exclusivamente, minimizar os seus riscos cambiais e de commodities provenientes de sua dívida, recebíveis em dólar e de suas operações".

Segundo a empresa, um exemplo do potencial impacto de oscilações na cotação do dólar é que, "ao considerar a variação cambial na cotação do dólar de R$ 3,16 para R$ 3,40, como a ocorrida entre 31 de março (fechamento do primeiro trimestre) e 18 de maio, a companhia sofreria um prejuízo superior a R$ 1 bilhão".

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