Thiago Teixeira/Estadão
Thiago Teixeira/Estadão

Juro do rotativo do cartão cai para 327,9% em janeiro, aponta BC

O juro médio total cobrado no rotativo do cartão de crédito caiu 6,9 pontos porcentuais no primeiro mês de 2018; na modalidade rotativo regular, a taxa subiu de 233,9% para 241%

Eduardo Rodrigues e Fernando Nakagawa, Broadcast

27 Fevereiro 2018 | 11h16

BRASÍLIA - O juro médio total cobrado no rotativo do cartão de crédito caiu 6,9 pontos porcentuais no primeiro mês de 2018, informou nesta terça-feira, 27, o Banco Central. Com isso, a taxa passou de 334,8% em dezembro para 327,9% ao ano em janeiro.

Entre as várias taxas cobradas no cartão, a modalidade rotativo regular viu a taxa subir de 233,9% para 241,0% ao ano de dezembro para janeiro. Neste caso, são consideradas as operações com cartão rotativo em que houve o pagamento mínimo da fatura.

Já a taxa de juros da modalidade rotativo não regular caiu expressivamente, ao passar de 401,7% para 387,1% ao ano. O rotativo não regular inclui as operações nas quais o pagamento mínimo da fatura não foi realizado.

No caso do parcelado com juros, ainda dentro de cartão de crédito, o juro passou de 169,2% para 171,5% ao ano. Considerando o juro total do cartão de crédito, que leva em conta operações do rotativo e do parcelado, a taxa passou de 70,9% para 68,9% de dezembro para janeiro.

O juro do rotativo é a taxa mais elevada desse segmento e também a mais alta entre todas as avaliadas pelo BC. Segunda operação mais cara, o cheque cobra juros de 324,7% ao ano.

Em abril de 2017, começou a valer a nova regra que obriga os bancos a transferir, após um mês, a dívida do rotativo do cartão de crédito para o parcelado, a juros mais baixos. A intenção do governo com a nova regra é permitir que a taxa de juros para o rotativo do cartão de crédito recue, já que o risco de inadimplência, em tese, cai com a migração para o parcelado.

Spread no crédito.  O spread bancário médio no crédito livre subiu de 31,8 pontos porcentuais em dezembro para 32,9 pontos porcentuais em janeiro, informou o BC. Um ano antes, o indicador estava em 41,7 pontos. O spread é a diferença entre a taxa de captação paga pelo banco e o juro efetivamente cobrado dos clientes que tomam o crédito.

O spread médio da pessoa física no crédito livre subiu de 46,2 pontos para 47,2 pontos porcentuais no período.

Para pessoa jurídica, o spread médio passou de 13,7 pontos para 14,7 pontos porcentuais.

O spread médio do crédito direcionado passou também subiu e de 4,3 pontos em dezembro para 4,8 pontos porcentuais em janeiro.

Já o spread médio no crédito total (livre e direcionado) avançou de 18,9 pontos para 19,8 pontos porcentuais no período.

Endividamento das famílias.  O endividamento das famílias brasileiras com o sistema financeiro ficou em 41% em dezembro, ligeiramente inferior aos 41,3% observados em novembro, informou o BC. 

Se forem descontadas as dívidas imobiliárias, o endividamento passou de 23% para 23,8% no período.

O cálculo do BC leva em conta o total das dívidas dividido pela renda no período de 12 meses. Além disso, incorpora os dados da Pesquisa Nacional de Amostragem Domiciliar (Pnad) contínua e da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), ambas do IBGE.

Segundo o BC, o comprometimento de renda das famílias com o Sistema Financeiro Nacional (SFN) passou de 20,1% de novembro para 19,9% em dezembro. Descontados os empréstimos imobiliários, o comprometimento da renda foi de 17,6% para 17,4% no período.

 

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