Thiago Teixeira/Estadão
Thiago Teixeira/Estadão

Juro do rotativo do cartão cai para o menor nível desde maio de 2015

Taxa saiu de 428,1% ao ano em abril para 363,3% em maio, na mesma base de comparação, segundo o Banco Central

Fabrício de Castro e Eduardo Rodrigues, O Estado de S.Paulo

28 Junho 2017 | 11h24

BRASÍLIA - O juro médio total cobrado no rotativo do cartão de crédito caiu 64,8 pontos porcentuais de abril para maio, informou o Banco Central. Com isso, a taxa passou de 428,1% para 363,3% ao ano, a menor taxa desde maio de 2015, 355,11%. O forte recuo da taxa do rotativo foi resultado direto das novas regras que passaram a valer em abril e obrigaram as instituições a transferirem para o crédito parcelado, que cobra taxas menores.

O rotativo é o crédito tomado pelo consumidor quando paga menos que o valor integral da fatura do cartão. Desde abril, os consumidores que não conseguem pagar integralmente a fatura do cartão de crédito só podem ficar no crédito rotativo por 30 dias.

O juro do rotativo ainda é a taxa mais elevada desse segmento e também a mais alta entre todas as avaliadas pelo BC, batendo até mesmo a do cheque especial. Dentro desta rubrica, a taxa da modalidade rotativo regular passou de 297,7% para 247,5% ao ano de abril para maio. Neste caso, são consideradas as operações com cartão rotativo em que houve o pagamento mínimo da fatura. Já a taxa de juros da modalidade rotativo não regular passou de 520,2% para 445,1% ao ano. O rotativo não regular inclui as operações nas quais o pagamento mínimo da fatura não foi realizado.

No caso do parcelado, ainda dentro de cartão de crédito, o juro caiu 2,2 pontos porcentuais de abril para maio, passando de 162,2% para 160,0% ao ano. 

Em abril, começou a valer a nova regra que obriga os bancos a transferir, após um mês, a dívida do rotativo do cartão de crédito para o parcelado, a juros mais baixos. A intenção do governo com a nova regra é permitir que a taxa de juros para o rotativo do cartão de crédito recue, já que o risco de inadimplência, em tese, cai com a migração para o parcelado.

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