Thiago Teixeira/Estadão
Thiago Teixeira/Estadão

Juro do rotativo do cartão de crédito cai 1,6 ponto em agosto

Taxa mais alta do crédito para pessoa física, o rotativo passou de 399% em julho para 397,4% ao ano em agosto, segundo o BC

Fabrício de Castro e Fernando Nakagawa, O Estado de S.Paulo

27 Setembro 2017 | 11h05

BRASÍLIA - O juro médio total cobrado no rotativo do cartão de crédito caiu 1,6 ponto porcentual de julho para agosto, informou o Banco Central. Com isso, a taxa passou de 399% em julho (dado revisado ante os 399,1% anteriores) para 397,4% ao ano em agosto.

O juro do rotativo é a taxa mais elevada do crédito para pessoa física e também a mais alta entre todas as avaliadas pelo BC. Dentro desta rubrica, a taxa da modalidade rotativo regular caiu de 223,8% para 221,4% ao ano de julho para agosto. Esse é o juro cobrado dos clientes que usam o rotativo do cartão por até 30 dias e que fazem o pagamento mínimo da fatura em dia.

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Já a taxa de juros da modalidade rotativo não regular subiu pelo quarto mês seguido e passou de 504% para 506,1% ao ano. O rotativo não regular inclui operações em que o pagamento mínimo da fatura não foi realizado ou há atraso no pagamento.

No caso do parcelado com juros, ainda dentro de cartão de crédito, o juro subiu 1,3 ponto porcentual de julho para agosto, passando de 159,7% para 161,0% ao ano. Considerando o juro total do cartão de crédito, que leva em conta operações do rotativo e do parcelado, a taxa passou de 89,2% para 87,5% de julho para agosto.

Em abril, começou a valer a nova regra que obriga os bancos a transferir, após um mês, a dívida do rotativo do cartão de crédito para o parcelado, a juros mais baixos. A intenção do governo com a nova regra é permitir que a taxa de juros para o rotativo do cartão de crédito recue, já que o risco de inadimplência, em tese, cai com a migração para o parcelado.

A taxa média de juros no crédito livre caiu de 46,6% ao ano em julho para 45,6% ao ano em agosto. Em agosto de 2016, essa taxa estava em 53,1% ao ano.

Para pessoa física, a taxa média de juros no crédito livre caiu de 63,8% para 62,3% ao ano, de julho para agosto, enquanto para pessoa jurídica cedeu de 25,3% para 24,4% ao ano.

Entre as principais linhas de crédito livre para a pessoa física, destaque para o cheque especial, cuja taxa recuou de 321,3% para 317,3% ao ano de julho para agosto. Para o crédito pessoal, caiu de 50,4% para 49,4% ao ano. Para veículos, os juros foram de 23,8% para 23,2% ao ano, de julho para agosto.

A taxa média de juros no crédito total, que inclui também as operações direcionadas (com recursos da poupança e do BNDES), recuou de 29,0% ao ano em julho para 28,5% ao ano em agosto. Em agosto de 2016, estava em 33,0%. 

Calote. A taxa de inadimplência no crédito livre permaneceu em 5,6% em agosto, mesmo porcentual registrado em julho. Em agosto de 2016, a taxa estava em 5,9%. 

 

Para pessoa física, a taxa de inadimplência seguiu em 5,7% em agosto. Para as empresas, permaneceu em 5,5% no mês passado. O calote do crédito direcionado também apresentou estabilidade de julho para agosto, com taxa de 1,8%. 

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O dado que considera crédito livre mais direcionado mostra manutenção da inadimplência de julho para agosto, em 3,7%. No cheque especial, o volume de calotes passou de 14,8% em julho para 15,6% em agosto.  

 

No caso de aquisição de veículos, o volume foi de 4,2% em julho para 4,1% em agosto. No cartão de crédito, passou de 7,4% para 7,2% no período.

 

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