Klabin voltou ao ritmo pré-crise

Fabricante de embalagens opera em três turnos

Márcia De Chiara, O Estado de S.Paulo

14 Abril 2018 | 04h00

No começo deste ano, a Klabin, fabricante de celulose, papel para embalagens e embalagens de papel, voltou a produzir no ritmo pré-crise. As 17 fábricas da companhia no Brasil operam hoje a plena carga. Entre papel e embalagens, a capacidade das fábricas soma 2 milhões de toneladas por ano.

+ Incertezas políticas e tensão no exterior levam analistas a revisarem PIB de 2018

“Os nossos números são melhores do que a média apurada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria)”, afirma o diretor comercial de papéis da empresa, Flávio Deganutti. Nas contas da CNI, entre novembro de 2017 e fevereiro de 2018, a produção do setor de papel, celulose e produtos de papel ocupou, em média, 88,3% da capacidade das fábricas.

Deganutti diz que 2017 começou ainda influenciado pelo cenário de crise no mercado interno. Mas, com o passar do tempo, o quadro foi mudando para melhor. Enquanto isso, as exportações continuaram firmes. O resultado dessa reação do mercado interno levou à contratação de funcionários e as fábricas operando com três turnos.

+ Vendas no varejo caem 0,2% em fevereiro ante janeiro, aponta IBGE

Douglas Dalmasi, diretor de embalagens da empresa, explica que no setor em que operam há vários cenários. O grande impulso para o crescimento da produção vem das caixas de papelão usadas pela indústria de alimentos. No entanto, desde o segundo semestre do ano passado a procura por sacos industriais usados pelos fabricantes de cimento começou a crescer.

Diante do avanço da demanda, a empresa disse avaliar investimentos na modernização de fábricas e até uma nova unidade.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.