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Rodrigo Abd/AP

Lagarde fica mais cinco anos à frente do FMI e faz alerta a bancos centrais

Primeira mulher a comandar o fundo em 70 anos, diretora foi reconduzida ao cargo e chamou atenção para a política monetária dos países diante dos desafios econômicos globais

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O Estado de S.Paulo

19 Fevereiro 2016 | 17h44

Em seu discurso após ser reconduzida ao comando do Fundo Monetário Internacional (FMI), a diretora-gerente da instituição, Christine Lagarde, alertou para a necessidade de os países coordenarem melhor suas políticas monetárias.

"Olhando as ações dos bancos centrais dos Estados Unidos, Europa e Japão, vemos que a falta de sincronia dos movimentos precisa ser revista, antecipada e melhor coordenada", disse Lagarde, que pretende levar o assunto para a próxima reunião dos G-20, o grupo das 20 maiores economias do mundo, que acontece na semana que vem, em Xangai.

A primeira mulher a comandar a instituição em suas sete décadas de existência, Lagarde precisa agora guiar o FMI através de um dos períodos mais voláteis da história desde a crise financeira de 2008. Entre os principais problemas, está a China. No ano passado, Lagarde pressionou para que o yuan fosse incluído entre as moedas de reserva do FMI. Agora que o crescimento chinês vacila, a instituição pressiona Pequim para levar adiante políticas liberalizantes, inclusive a de tornar sua moeda mais flexível.

A entrevista do presidente do Banco do Povo da China (PBoC), Zhou Xiaochuan, foi celebrada pela dirigente francesa como um "bom exemplo de como a comunicação pode ajudar a diminuir incertezas".

No discurso de hoje, Lagarde disse que uma de suas prioridades este ano será a de assegurar linhas de crédito de emergência para ajudar países emergentes que estão em dificuldade neste ano. A medida no entanto, enfrenta resistência de países influentes na instituição, inclusive dos Estados Unidos.

Embora a Europa tenha lentamente se recuperado, a situação da Grécia ainda causa preocupação. Este ano, Lagarde terá a tarefa de convencer, de um lado, eleitores gregos a aceitarem um corte controverso no sistema de aposentadoria nacional, ao mesmo tempo em que pede que os credores da dívida grega concordem com uma redução da dívida grega. (Com informações da Dow Jones Newswires).

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