André Dusek/Estadão
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Rebaixamento do rating 'vai custar caro', diz relator do Orçamento

Segundo deputado Ricardo Barros, decisão da S&P de retirar o grau de investimento do País poderá ser uma espécie de alerta para a busca de um 'equilíbrio orçamentário fica ainda mais evidente'

Carla Araújo, O Estado de S. Paulo

09 Setembro 2015 | 20h07

BRASÍLIA - O relator da proposta de Orçamento da União para 2016, deputado Ricardo Barros (PP-PR), afirmou ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, que o rebaixamento do grau de investimento do Brasil "vai custar caro". "Lamentavelmente o temor que nós tínhamos se concretizou", disse. 

Na noite desta quarta-feira, a agência de classificação de risco Standard & Poor's rebaixou o rating do Brasil de BBB- para BB+ e manteve a perspectiva negativa da nota. Com o rebaixamento, o País passa a ser grau especulativo pela agência.

Barros destacou que precisará manter "serenidade" e "paciência" para elaborar a proposta de Orçamento, mas afirmou que o rebaixamento poderá ser uma espécie de alerta. "Com isso, a necessidade de buscar um equilíbrio orçamentário fica ainda mais evidente", disse. 

O deputado reconheceu, entretanto, que a perda do grau de investimento deve afetar a formulação do Orçamento. "Precisamos acompanhar a evolução de outras agências de risco e o próprio quadro econômico". Ele disse ainda que o rebaixamento pode alterar a projeção e crescimento em 2016, hoje em 0,2%. "O mercado já está prevendo retração de 0,4%, se incorporarmos essa visão teremos que colocá-la também no Orçamento." 

Encontros. O deputado contou que ao longo do dia teve encontro com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e com os ministros Aloizio Mercadante (Casa Civil) e Nelson Barbosa (Planejamento). Segundo ele, as reuniões com os ministros foram para avaliar as sugestões do governo ao Orçamento. Já com Cunha, Barros disse que a conversa foi para "avaliar o apoiamento" às medidas que estão em estudo. 

O deputado não quis adiantar quais as sugestões que serão apresentadas. "Ainda estamos avaliando todas as rubricas do orçamento. Só vou falar de cortes e impostos quando tiver apoiamento." 

Barros disse ainda que deve se encontrar amanhã com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e que pretende pedir uma reunião também para amanhã com o presidente do Senado, Renan Calheiros.

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