Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Leilão da loteria 'raspadinha' será feito ainda em 2017, diz Fazenda

Desestatização da Lotex deve ser efetivada em 2018; arrecadação total das loterias federais alcançou R$ 3,45 bilhões no 2º trimestre

Lorenna Rodrigues, O Estado de S.Paulo

10 Julho 2017 | 12h52

BRASÍLIA - O Ministério da Fazenda esclareceu que a licitação da Loteria Instantânea Exclusiva (Lotex) será feita ainda em 2017, e que a implementação, ou seja, o início da venda do produto lotérico ao consumidor, é que se efetivará em 2018. Mais cedo, o órgão divulgou o Boletim de Acompanhamento do Mercado de Loterias, que afirmou que a implementação da desestatização da Lotex está prevista para o próximo ano.

"É importante dar publicidade ao mercado lotérico, mormente com o processo em curso de desestatização da Lotex, cuja implantação no Brasil, prevista para o próximo ano, deverá trazer substanciais incrementos nos repasses sociais das loterias", afirma o documento.

Segundo o boletim, a arrecadação total das loterias federais alcançou R$ 3,45 bilhões no segundo trimestre de 2017, uma alta real de 6% em relação ao mesmo período de 2016. O valor corresponde a 0,21% do PIB. O documento ressalta que, na comparação com o segundo trimestre de 2014, há aumento de 17,8%.

No primeiro semestre deste ano, o total arrecadado foi de R$ 6,1 bilhões, alta real de 1,7% sobre igual período de 2016. "Esta recuperação real na arrecadação semestral das loterias federais pode ser reflexo de uma possível recuperação na economia brasileira, neste primeiro semestre", acrescenta o documento. Com o aumento da arrecadação, houve crescimento de 4% nos repasses para programas sociais, que somaram R$ 1,31 bilhão no segundo trimestre.

De acordo com o balanço, 99% da arrecadação vem da loteria de sorteio de números. Mega-Sena, Lotofácil e Quina concentram mais de 85% da arrecadação. Apenas 0,8% do montante recolhido veio da loteria de prognósticos esportivos no 2º trimestre, como Loteca e Lotogol. A participação das loterias esportivas vem caindo - era 1,2% em 2014 e 1,1% no mesmo período do ano passado.

"Essa reduzida participação na arrecadação total contrasta com a exploração dessa modalidade ao redor do mundo gira em torno de 7% do faturamento total com loteria, segundo a World Lottery Association. Considerando também o fato de o futebol possuir um forte apelo popular no Brasil e este ser a base para essa modalidade de loteria, esperar-se-ia maior participação da modalidade "Loteria de Prognósticos Esportivos" no Brasil", afirma o documento.

Como noticiou o Broadcast em abril, a intenção do governo é criar uma loteria de apostas esportivas para privatização e a avaliação é que há mercado para o crescimento desse tipo de apostas.

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