Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Dilma reúne ministros para discutir cortes e dar sinal a agências

Presidente recebeu neste sábado, 12, Joaquim Levy, Nelson Barbosa e Aloizio Mercadante

Rachel Gamarski, Adriana Fernandes , O Estado de S. Paulo

12 Setembro 2015 | 12h39

BRASÍLIA - Com o objetivo de evitar que as outras agências de classificação de risco - Fitch e Moody’s – também rebaixem a nota de crédito do Brasil, assim como fez a Standard & Poor’s, a presidente Dilma Rousseff está reunida neste sábado, 12, com os ministros da Fazenda, Joaquim Levy, do Planejamento, Nelson Barbosa, e da Casa Civil, Aloizio Mercadante, que compõem a junta orçamentária, para encontrar medidas que possam ser anunciadas o quanto antes em resposta ao rebaixamento. Ainda há uma esperança no Planalto de que as outras agências não sigam o mesmo caminho da S&P e o governo está buscando reforçar a mensagem do ajuste fiscal em curso.

Ao contrário do que se previa, o governo não deve anunciar um “pacotão” de medidas. As ações serão divulgadas aos poucos à medida que forem finalizadas e aprovadas pela presidente. Além dos ministros da junta orçamentária, o secretário do Tesouro Nacional, Marcelo Saintive, também está reunido com a presidente, no Palácio da Alvorada. 

Tanto o ministro do Planejamento quanto o da Fazenda reunirão suas equipes neste sábado, após o encontro com a presidente para encaminhar as medidas que serão adotadas pelo governo. Seus secretários estão trabalhando desde cedo na sede das pastas. 

Depois que o Congresso exigiu que o governo corte gastos na carne antes de propor um aumento de gastos, o executivo pretende anunciar as primeiras medidas de corte de despesas na semana que vem. A reforma administrativa prometida pela presidente deve sair até o fim deste mês. 

Para reforçar a arrecadação de 2016, que tem uma previsão orçamentária de R$ 30,5 bilhões deficitária, além de um aumento na Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre combustíveis, o executivo está discutindo o encaminhamento da Medida Provisória 691, que autoriza a União a vender imóveis de sua propriedade, incluindo os terrenos de Marinha.

Outro ponto que está em discussão pelo executivo é o corte de cargos comissionados e a criação de um aplicativo para o transporte de servidores federais, espécie de Uber oficial, que contrataria uma frota terceirizada única.

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