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Liquidação atrai consumidores com descontos de até 70%

Renato Vieira - Texto atualizado às 7h45

10 Janeiro 2014 | 06h 40

Clientes fizeram fila desde quarta-feira; comércio tenta desovar estoque de Natal

Prestes a abrir suas portas para uma liquidação, o clima em um grande magazine de São Paulo na madrugada desta sexta-feira, 10, era semelhante a uma véspera de ano-novo. Clientes esfregavam as mãos e confessavam sua ansiedade para entrar na loja, vendedores rezavam para que tudo transcorresse bem e um animador se encarregou da contagem regressiva. Para quem chegou cedo e gosta de pechinchar, a comemoração começou às 5 horas, quando a porta abriu.                     

A entrada dos clientes foi escalonada, de modo a deixar espaço para trânsito na loja da Magazine Luiza, que oferece a sua "Liquidação Fantástica" nesta sexta-feira, 10. Televisores, celulares e ventiladores foram os itens mais procurados pelos compradores. Em Campinas, o movimento também era grande.

A empresa informou que na próxima semana divulgará o número de pessoas que passaram por suas lojas. O número de vendas não será informado, já que a companhia tem ações na bolsa.

O comércio varejista encerrou o Natal de 2013 com uma sobra de produtos 10,1% maior do que na mesma data de 2012. Foi a taxa de crescimento dos estoques encalhados mais elevada desde 2010, quando as sobras de produtos tinham aumentado 10,9%, aponta um estudo da Confederação Nacional do Comércio (CNC). O maior volume de encalhe do Natal sustenta o grande número de liquidações neste início de ano.

Consumidores. A estudante Bárbara Ferreira, 20, veio com familiares e amigos, com o objetivo de ver a Copa do Mundo em uma boa televisão. "Valeu a pena esperar na fila", disse ela, que achou os preços baixos em relação aos valores normais.

Outro que madrugou foi o administrador de empresas Marcelo Gandra fazia. Desde as 19h30 de última quarta-feira, 8, Gandra fazia fila para entrar na Magazine Luiza.

Mas nem todos saíram felizes. A estudante Mariana Paiva, 17, queria geladeiras e fogões, mas disse ter achado os preços semelhantes aos de venda normal. "É ruim demais esperar e ver que o que a gente queria não tem preço bom. Não entendi", disse. Mariana se contentou com batedeiras e liqüidificador.

Os produtos tinham descontos entre 20% e 70%. Uma televisão de 39 polegadas custava R$ 1.590 e passou para R$ 1.290.  Um minisystem foi de R$ 2.999 para R$ 18.99. Um conjunto de copos poderia ser comprado por R$ 15, valendo R$ 29 dias antes.

Veja abaixo vídeos da chegada dos clientes nesta sexta-feira.