Lojistas avaliam como um 'disparate' proposta de retorno da CPMF

CNDL criticou a volta do imposto e afirmou que 'a classe média já carrega mais um grande fardo tributário'

Sandra Manfrini, O Estado de S. Paulo

15 Setembro 2015 | 11h57

BRASÍLIA - A Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) avaliou com um "disparate" a proposta apresentada pelo governo de retorno da CPMF. Em nota, a entidade destaca a importância do corte de despesas orçamentárias, mas critica a volta da contribuição.

"A classe média já carrega mais um grande fardo tributário. É um grande retrocesso para o País. Além disso, a alíquota de 0,2% pode agravar ainda mais o quadro inflacionário", afirma na nota o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, que acrescenta que a CPMF potencializa a carga tributária e diminui a competitividade da produção interna.

"Acredito que o retorno da CPMF não será aprovada porque mexe com custos em toda cadeia produtiva. O cenário político está complicado e temos um governo extremamente desgastado. A tentativa de equilibrar as contas pública é válida, mas muita coisa ainda precisa ainda ser alinhada", afirma o presidente da CNDL. 

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