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Lucro da Embraer em 2015 cai quase 70%, para R$ 241,6 milhões

No quarto trimestre, contudo, a companhia de aviação registrou um ganho de R$ 425,8 milhões, uma alta de 76% em relação ao mesmo período de 2014

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Victor Aguiar,
O Estado de S.Paulo

03 Março 2016 | 08h38

A Embraer encerrou o quarto trimestre de 2015 com lucro líquido atribuído aos acionistas de R$ 425,8 milhões, uma alta de 76% ante o lucro de R$ 241,9 milhões apurado no mesmo período do ano anterior. No resultado consolidado de 2015, a Embraer registrou lucro líquido atribuído aos acionistas de R$ 241,6 milhões, queda de 69,65% ante os R$ 796,1 milhões contabilizados em 2014.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) somou R$ 628,9 milhões nos três últimos meses de 2015, uma queda de 14% ante os R$ 731,6 milhões registrados um ano antes. A margem Ebitda caiu para 7,9%, ante margem Ebitda de 13,9% registrada no quarto trimestre de 2014. Na análise anual, o Ebitda somou R$ 2,176 bilhões, alta de 9,8% ante 2014, com margem de 10,7% ante 13,3% no ano anterior.

O resultado operacional (Ebit) somou R$ 250,6 milhões, queda de 51,3% ante o registrado no mesmo período do ano passado. A margem Ebit ficou em 3,1%, ante 9,8% do ano anterior. Em 2015, o Ebit totalizou R$ 1,103 bilhão, queda de 15,4%, enquanto a margem Ebit ficou em 5,4%, ante 8,7% no ano anterior.

As receitas líquidas cresceram 52,3% no quarto trimestre de 2015, para R$ 7,995 bilhões, ante R$ 5,251 bilhões registrado um ano antes. No ano, as receitas líquidas somaram R$ 20,301 bilhões, alta de 35,9% ante 2014. 

Entregas. A Embraer trabalha com a perspectiva de entregar entre 105 e 110 jatos comerciais em 2016. No segmento de aeronaves executivas, a empresa espera entregar entre 75 e 85 jatos leves e entre 40 e 50 jatos grandes.

A estimativa para o segmento comercial é levemente superior ao resultado alcançado pela companhia em 2015, quando a Embraer entregou 101 aeronaves. No segmento de aviação executiva, a empresa fechou o ano passado com a entrega de 82 jatos leves e 38 jatos grandes.

Segundo a companhia, as receitas totais em 2016 devem ficar na faixa entre US$ 6 bilhões e US$ 6,4 bilhões.

Na análise por segmento, a aviação comercial deve ser a principal responsável pelas receitas em 2016, com as projeções para o resultado entre US$ 3,45 bilhões e US$ 3,65 bilhões. Na aviação executiva, a receita deve ficar entre US$ 1,75 bilhão e US$ 1,9 bilhão, enquanto no segmento de Defesa & Segurança, a Embraer projeta uma faixa para receita entre US$ 700 milhões e US$ 750 milhões. A linha "outras receitas" deve gerar US$ 100 milhões neste ano.

"Em 2016, a companhia espera entregar um mix semelhante de E-Jets E175 no segmento de aviação comercial, em comparação a 2015, porém com um número maior de entregas", diz a Embraer, em seu informe de resultados do quarto trimestre de 2015. Segundo a empresa, no segmento de aviação executiva, é estimado um número maior de entregas em 2016, com um mix mais favorável de jatos grandes, levando a uma melhoria da rentabilidade no segmento.

"Na Defesa & Segurança, projeta-se que uma potencial menor volatilidade na taxa de câmbio do Real frente ao Dólar norte-americano em 2016, deve reduzir as revisões de base de custos, contribuindo para aumentar a rentabilidade", ressalta a Embraer.

A empresa ainda projeta que o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) em 2016 deverá ficar entre US$ 800 milhões e US$ 870 milhões, com margem entre 13,3% e 13,7%. Quanto ao resultado operacional (Ebit), a expectativa da Embraer é que atinja entre US$ 480 milhões e US$ 545 milhões neste ano, com margem entre 8% e 8,5%.

Os investimentos totais planejados pela Embraer em 2016 somam US$ 650 milhões, sendo US$ 50 milhões em pesquisa, US$ 325 milhões em desenvolvimento de produto e US$ 275 milhões em capex (gasto de capital, no termo em inglês). "A maior parte desses investimentos estará relacionada ao desenvolvimento do programa de jatos comerciais E-Jets E2", diz. A empresa espera ainda que em 2016 o fluxo de caixa livre seja de consumo máximo de US$ 100 milhões. 

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