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Lucro da Vale recua 44% e fica em US$ 3,8 bi no 1º trimestre

Fernanda Guimarães, da Agência Estado

25 Abril 2012 | 18h 14

Fortes chuvas em regiões produtoras, como MG,  dificultaram os embarques de minério

SÃO PAULO - O lucro líquido da mineradora Vale no primeiro trimestre do ano somou US$ 3,827 bilhões, o que representou uma queda de 43,9% em relação a igual período do ano anterior. Na comparação com o último trimestre de 2011, o recuo registrado foi de 18,1%. Os dados são referentes ao padrão USGAAP.

Ainda no intervalo de janeiro a março de 2012, a geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) chegou em US$ 4,965 bilhões, diminuição de 35,2% ante igual período de 2011 e retração de 32,9% ante o quarto trimestre do ano passado. Por fim, a receita operacional recuou 16,3% na comparação com igual período do ano anterior e caiu 23,2% ante o trimestre imediatamente anterior, para US$ 11,339 bilhões.

No padrão IFRS, o lucro líquido atingiu R$ 6,72 bilhões, queda de 40,5% na comparação anual. Mesmo com a mudança do padrão contábil para IFRS, o padrão USGAAP continua sendo o modelo de análise do mercado.

A Vale foi impactada nos três primeiros meses do ano pelo forte período de chuva que atingiu as principais regiões produtoras da companhia, principalmente Minas Gerais. Exatamente por conta do elevado índice pluviométrico, que dificultaram os embarques de minério, a Vale anunciou, em janeiro, o sistema de operação de "força maior".

Com isso, a produção foi afetada e, consequentemente, os embarques durante o trimestre. Segundo relatório de produção da mineradora, o volume de produzido de minério de ferro no primeiro trimestre do ano alcançou 69,994 milhões de toneladas, resultado 2,2% inferior ao apurado em igual período do ano passado e 15,6% abaixo do desempenho do período de outubro a dezembro de 2011.

Já a produção de pelotas de janeiro a março, por sua vez, totalizou 12,692 milhões de toneladas, 1,4% a mais do que as 12,516 milhões de toneladas produzidas no primeiro trimestre do ano passado. Já a produção de níquel atingiu 63 mil toneladas, ante 59 mil no mesmo intervalo um ano antes.

Além das questões operacionais, o mercado está atento às provisões da empresa para os litígios judiciais. A Vale possui, hoje, disputas judiciais que superam R$ 35 bilhões. Entre as brigas da mineradora na Justiça estão a com a Receita Federal em relação ao pagamento de imposto de renda e contribuição social sobre lucros de subsidiárias no exterior, e com o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) sobre a cobrança da Contribuição Financeira pela Exploração Mineral (CFEM). Há ainda a cobrança de imposto de renda na Suíça e também a do Estado de Minas Gerais em relação ao ICMS sobre a saída de minério de ferro para o Espírito Santo. 

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