Lula defende aumento de gastos e diz que não fará 'arrocho'

Presidente diz que funcionários estavam 'porcamente remunerados' e afirma que não faltará recursos para Copa

Beatriz Abreu e Vera Rosa, da Agência Estado,

21 Dezembro 2009 | 12h35

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o aumento dos gastos públicos e disse que não promoverá um arrocho salarial.

 

"Não faremos arrocho salarial. A máquina pública estava desmantelada, destruída e atrofiada. Os funcionários públicos de alto escalão estavam porcamente remunerados", disse Lula em café da manhã com jornalistas.

 

A elevação da folha salarial é um dos pontos da política do governo criticada pela oposição. Os oposicionistas, como o PSDB, alertam para a dificuldade de equilíbrio das contas a partir de 2010 devido ao impacto da folha salarial e a baixa arrecadação tributária, provocada pelas desonerações praticadas pelo governo. "Nós vamos continuar contratando médicos, professores", afirmou.

 

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Lula defendeu o endividamento da União e a medida que ampliou a margem de endividamento dos estados para que participassem do esforço do governo federal de estímulo à economia. Segundo ele, havia uma capacidade de endividamento que foi utilizada. "A dívida pública está bem controlada e a perspectiva de crescimento da economia é a melhor possível", disse.

 

O presidente insistiu que a economia vai crescer "de forma vigorosa" em 2010 e, dirigindo-se aos jornalistas, comentou: "Vocês terão um ano estupendo".

 

Recursos para a Copa

 

Lula afirmou que o governo tem dinheiro suficiente para bancar os investimentos necessários para a realização da Copa, em 2014. "Não vamos ter problema de dinheiro. Todos os aeroportos que precisarem de obras terão suas obras, e isso vale para os metrôs e todas as obras necessárias para a realização da Copa", disse Lula.

 

Segundo ele, o governo não deixará passar a oportunidade de "mostrar a cara do Brasil". "Não teremos problemas de investimentos", afirmou.

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