Nilson Bastian|Agência Senado
Nilson Bastian|Agência Senado

Maia admite adiar votação da reforma da Previdência

Segundo o presidente da Câmara, trata-se de um 'aprofundamento na articulação' junto às bancadas para uma melhor compreensão do texto

Valmar Hupsel Filho, O Estado de S.Paulo

21 Abril 2017 | 14h08

FOZ DO IGUAÇU - Em função da forte resistência no Congresso ao texto da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma da Previdência, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), já admite adiar a votação inicialmente prevista para o dia 8 de maio. 

“Se possível vamos votar a matéria no dia 8 de maio, se não for possível, a partir do dia 15”, disse ele nesta sexta-feira em Foz do Iguaçu, onde participa do 16º Fórum Empresarial organizado pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide).

Apesar de assumir que, hoje, o governo não tem votos suficientes para garantir a aprovação, Maia disse que não se trata de um adiamento. 

Segundo ele, trata-se de um “aprofundamento na articulação” junto às bancadas para uma melhor compreensão do texto entregue nesta semana pelo relator, deputado Arthur Maia (PPS-BA).

“Não haverá adiamento, haverá articulação. E a votação quando estivermos a clareza da vitória. Essa não é uma matéria qualquer, que a gente pode perder no mérito. É uma matéria que é o coração do Brasil”, disse.

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Segundo o presidente, ainda há na cabeça dos deputados e da população uma “contaminação” do texto original. “Houve a interpretação equivocada de que os pobres estavam prejudicados neste debar, e não estavam porque a vinculação do salário minimo nunca saiu”, disse.

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Responsável pela articulação do Planalto junto ao Congresso, o ministro da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy (PSDB-BA) descarta o termo “adiamento”, mas admite que há necessidade de uma discussão mais aprofundada do texto. “É preciso uma maturar melhor a discussão de um texto complexo que foi entregue nesta semana”. 

Em seu discurso, Imbassahy disse que o texto original, apesar de ter uma previsão de economia de R$ 830 bilhões em 10 anos, era "duro de roer". "Tinha coisas ali que era realmente difícil de conseguir o voto do parlamentar", disse. Segundo ele, se aprovado o texto do jeito que está, depois das concessões feitas pelo governo no texto original, a economia será de 75% do valor original.

 

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