Maiores agências viram movimento cair 12% em 2017

Em 2017, 'o top 10' do ranking movimentou R$ 29,45 bilhões, contra R$ 33,66 bilhões do exercício anterior,

Fernando Scheller, Impresso

19 Fevereiro 2018 | 05h00

O ano passado não foi fácil para o mercado publicitário. Depois de um 2016 já difícil, as empresas voltaram a cortar verbas para a comunicação, o que se refletiu numa queda de 12% no investimento em mídia das dez maiores agências brasileiras. Em 2017, “o top 10” do ranking movimentou R$ 29,45 bilhões, contra R$ 33,66 bilhões do exercício anterior, segundo dados do Kantar Ibope Media.

Embora tenha se mantido na primeira posição, o investimento da Young & Rubicam caiu 33% em 12 meses, para R$ 3,96 bilhões na soma de janeiro a dezembro de 2017. Apesar de ter sido a mais premiada do ano passado, a Almap não ficou imune à crise: caiu da quarta para a sétima posição na lista, com queda de 30% de um ano para outro – um dos efeitos pode estar relacionado ao fato de a agência ter aberto mão da conta da C&A no fim do ano retrasado.

Foram poucas as agências que conseguiram crescer no ano passado. Entre as principais redes, as exceções foram a Publicis – que conquistou a conta do Bradesco –, com alta de 9,17%, e a Talent Marcel, que investiu 8% mais em mídia, na comparação com o ano anterior.

O maior destaque positivo, no entanto, veio da My Propaganda, agência “house” que cuida das contas da Hypera Pharma (novo nome da Hypermarcas), dona de medicamentos que tem forte presença na mídia, como Doril, Engov, Benegrip e Estomazil, além de marcas de adoçantes (como Zero-Cal) e protetores solares (Episol), entre outras. A companhia viu seu investimento crescer mais de 60% em 2017, o suficiente para fazer dela a segunda maior do mercado brasileiro, com mais de R$ 3,7 bilhões de investimento em mídia no ano passado.

Outro destaque de crescimento foi a Z+, que no ano passado aparecia no 23.º lugar da lista do Kantar Ibope Media. Neste ano, a empresa subiu para o nono lugar do ranking.

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