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Mais pessimistas, analistas preveem recessão mais forte em 2015 e 2016

Após o PIB do 3º trimestre sair pior do que o esperado, Relatório Focus do Banco Central mostrou que o mercado agora projeta retração de 3,5% neste ano e de 2,31% em 2016

Célia Froufe, O Estado de S.Paulo

07 Dezembro 2015 | 09h25

BRASÍLIA - Com um resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre do ano um pouco pior do que o imaginado para o terceiro trimestre, o Relatório de Mercado Focus trouxe mais ajustes para as expectativas em torno dos dados de atividade do País. De acordo com o documento divulgado pelo Banco Central, a perspectiva de retração da atividade do ano que vem passou de 2,04% para 2,31%. Para 2015, a perspectiva de contração avançou de 3,19% para 3,50%.

No Relatório Trimestral de Inflação de setembro, o BC revisou de -1,1% para -2,7% sua estimativa para a retração econômica deste ano. Uma nova edição desse documento será divulgada até o Natal. 

No caso da produção industrial, a mediana das expectativas para 2015 saiu de -7,50% para -7,60%. Para 2016, passou de -2,30% para -2,40%. Há quatro semanas, estava em -2%.

Inflação. A mediana das projeções para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do ano que vem voltou a subir após uma semana de estabilidade em 6,64%. Agora, a taxa está em 6,70% ante 6,47% de quatro semanas atrás. No caso de 2015, a mediana avançou de 10,38% para 10,44%, registrando a 12ª semana consecutiva em que há alta das estimativas para esta variável. O Banco Central já avisou que não irá focar mais 2016, mas, sim, 2017 em sua tarefa de levar a inflação para o centro da meta, de 4,5% ao ano. 

As projeções do mercado financeiro para os preços administrados de 2015 e 2016 subiram mais uma vez. A mediana das expectativas para este ano avançou de 17,50% para 17,65% de uma semana para outra. Para 2016, a mediana das estimativas para os preços administrados avançou de 7,08% para 7,35%. Há um mês, a mediana das estimativas para essa variável estava em 6,95%.

No Relatório Trimestral de Inflação de setembro, o BC havia apresentado estimativa de 9,5% para a inflação deste ano tanto no cenário de referência quanto no de mercado. Pelos cálculos da instituição revelados no RTI, o IPCA para 2016 subiu de 4,8% para 5,3% no cenário de referência e passou de 5,1% para 5,4% no de mercado. Na ata do Copom mais recente, o BC informou que suas projeções subiram ainda mais tanto no cenário de mercado quanto no de referência. 

Para a inflação de curto prazo, a estimativa para novembro subiu de 0,87% para 0,90% de uma semana para outra. No caso de dezembro, a taxa permaneceu em 0,85%. Juro. O mercado financeiro ajustou sua estimativa para a Selic ao fim do ano que vem e agora não tem mais dúvidas de que a taxa básica da economia ficará inalterada no patamar atual de 14,25% ao ano ao longo de todo 2016. A mediana das previsões da Focus para dezembro do ano que vem saiu de 14,13% ao ano para 14,25% aa depois que a última reunião do Copom do ano manteve a Selic inalterada, mas com dois votos dissidentes de alta (0,50 pp). 

Dólar. Pela segunda semana consecutiva, o Relatório de Mercado Focus trouxe que as expectativas dos analistas para praticamente todos os horizontes e medições do dólar ficaram inalteradas. A moeda deve chegar ao final deste ano comercializada a R$ 3,95, como na semana passada. Para o encerramento de 2016, a mediana das estimativas para o dólar seguiu em R$ 4,20 pela sexta semana seguida. 

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