Manifestantes protegem EBX para evitar intervenção

Os habitantes da localidade boliviana de Puerto Suárez, fronteiriça com o Brasil, instalaram-se hoje nas portas da empresa brasileira EBX para protegê-la e evitar que promotores a intervenham, afirmou hoje à EFE um dirigente dessa região. O presidente do Comitê Cívico de Puerto Suárez, Vereador Gericke, afirmou que grupos de pessoas "ocuparam pacificamente" esses limites, depois que o Governo denunciou na sexta-feira perante a Promotoria as supostas ilegalidades cometidas pela empresa siderúrgica. Gericke disse que o povoado, pertencente ao departamento de Santa Cruz, também realizou uma mobilização de apoio ao bloqueio da estrada e da ferrovia em direção à vizinha cidade brasileira de Corumbá iniciado na quinta-feira passada. Essas medidas de pressão acontecem para exigir ao Governo que revise sua decisão de expulsar a empresa, à qual acusa de ter violado leis e construído instalações sem licenças ambientais. Por sua parte, o vice-presidente boliviano, Alvaro García Linera, informou, em uma improvisada entrevista coletiva, que a situação de Puerto Suárez preocupa o Governo, mas esclareceu que não se ordenou a mobilização de militares na região, como informaram meios de comunicação. "Em Puerto Suárez há uma guarnição militar que está em estado de emergência, mas o povoado não foi militarizado, nem se pensou fazer algo nesse sentido", disse García Linera.

Agencia Estado,

29 Abril 2006 | 22h07

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.