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Mantega culpa cenário externo, seca e feriados pela retração do PIB

Francisco Carlos de Assis e Ricardo Leopoldo - Agência Estado

29 Agosto 2014 | 12h 11

Ministro da Fazenda admitiu que a queda de 0,6% do PIB no segundo trimestre foi um resultado aquém do esperado

SÃO PAULO - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta sexta-feira que a queda de 0,6% do PIB no segundo trimestre representou um resultado aquém do esperado. "O PIB do segundo trimestre ficou aquém das nossas expectativas", afirmou.

De acordo com ele, a queda da economia no período se deu pelo desapontamento dos resultados da economia internacional. Para Mantega, isso levou a uma redução do mercado internacional para as exportações dos produtos brasileiros. 

"Falta mercado e isso leva a uma tendência de desaceleração das economias emergentes. A economia internacional não causou os impactos esperados", disse.

Mantega também atribuiu a queda do PIB a problemas domésticos. "Tivemos problemas localizados no Brasil", disse o ministro ao se referir à estiagem que elevou o custo da energia elétrica e alterou as expectativas dos investidores. Outro ponto destacado pelo ministro foi o número de dias úteis no segundo trimestre.

No entanto, segundo o ministro, os problemas do primeiro semestre não devem se repetir e o total de dias úteis devem crescer 10%. "Parece pouco, mas é como se fosse 10% a mais na produção", disse.

Política restritiva. O ministro da Fazenda comentou que a política monetária restritiva adotada pelo Banco Central (BC) para combater a inflação deve gerar um impacto negativo de 0,7 ponto porcentual do PIB em termos anualizados. "Mas a liberação de compulsórios pelo Banco Central deve ajudar a recuperação da economia", comentou, referindo-se ao segundo semestre. "O crédito começou a melhorar em função do controle da inflação."

 "Além disso, a gente espera que a União Europeia também tenha algum sinal de recuperação", destacou o ministro. Ele também ponderou que a seca que atingiu o País no começo deste ano, que afetou expectativas de investimentos e elevou custos de energia para empresas, não vai causar mais impactos negativos entre julho e dezembro. "Problemas conjunturais não se repetirão", destacou. 

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