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Mantega diz que inflação elevada é passageira

Reuters

09 Abril 2014 | 19h 10

Ministro afirmou que o IPCA poderá romper o teto de 6,5% em 12 meses, mas de janeiro a dezembro vai cumprir a meta

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta quarta-feira que a inflação elevada neste momento é passageira e voltou a afirmar que a meta de superávit primário neste ano será cumprida. O ministro ainda afirmou que a inflação poderá romper o teto da meta de 6,5% em 12 meses, mas de janeiro a dezembro ficará dentro do intervalo admitido (2,5% a 6,5%).

"O governo sempre se preocupa com inflação... O que estamos tendo agora é por causa da seca", afirmou Mantega a jornalistas após participar de almoço com investidores, em Nova York. Mantega afirmou que os preços devem continuar a subir em abril por conta da falta de chuvas. "É um problema temporário e que logo veremos que os preços vão começar a ceder", disse.

A inflação oficial do País acelerou em março. No mês passado, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 0,92%, porcentual acima da taxa de 0,69% registrada no mês de fevereiro, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na manhã desta quarta-feira, 9.

Esta é a maior taxa para um mês de março desde 2003, quando o IPCA atingiu 1,23%. A inflação também registrou em março a maior taxa desde abril de 2003, ressaltou a coordenadora de Índices de Preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos. No ano, o IPCA acumulou uma alta de 2,18%. Como resultado, a taxa acumulada em 12 meses acelerou de 5,68% em fevereiro para 6,15% em março, aproximando-se mais do teto da meta estipulada pelo governo, de 6,5%. 

O salto nos preços dos alimentos foi responsável por mais da metade da taxa do IPCA em março. O grupo Alimentação e Bebidas registrou um aumento de 1,92%, o equivalente a uma contribuição de 0,47 ponto porcentual ou 51% da variação de 0,92% do IPCA no mês.