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Marina Silva diz que resultado do PIB é ‘lamentável’

Efe - O Estado de S. Paulo

29 Agosto 2014 | 19h 29

Apontada como favorita para vencer Dilma no 2º turno das eleições, Marina atribuiu os números negativos à maneira como a política macroeconômica tem sido conduzida

Márcio Fernandes/Estadão
Ela disse que o País atravessa um momento grave "em que há falta de confiança e de credibilidade"

A candidata presidencial do PSB, Marina Silva, classificou nesta sexta-feira como "lamentável" o resultado do Produto Interno Bruto (PIB), divulgado nesta sexta-feira. Segundo o IBGE, o PIB recuou 0,6% no segundo trimestre e teve o resultado de janeiro a março revisado para queda de 0,2% - configurando, assim, uma recessão técnica.

"É lamentável verificarmos que, por dois trimestres consecutivos, o Brasil está com um crescimento que, lamentavelmente, nos leva a uma situação de muita dificuldade" disse Marina durante a apresentação de seu programa de governo em São Paulo.

Apontada como favorita para vencer a presidente Dilma Rousseff no segundo turno das eleições de outubro, Marina atribuiu os números negativos à maneira como a política macroeconômica tem sido conduzida.

"Para ser próspero, é preciso investimentos corretos, manejo das macro e micropolíticas econômicas que nos assegure confiança para investimentos duradouros", comentou a candidata do PSB. 

Ela disse que o País atravessa um momento grave "em que há falta de confiança e de credibilidade". "Os investidores percebem nas propostas que temos apresentado a (nossa) credibilidade", destacou. Contudo, Marina argumentou: "Nunca tive a filosofia do quanto pior, melhor."  

Ministros. A candidata do PSB disse ainda que os seus coordenadores e as pessoas que a cercam na sua campanha farão parte de seu eventual governo, caso seja eleita neste pleito. Ela, no entanto, recusou-se a antecipar um nome para a pasta da Fazenda, como fez seu adversário tucano, o senador Aécio Neves, ao afirmar que seu eventual governo terá o ex-presidente do BC Arminio Fraga à frente dessa pasta. 

"Não há para nós a necessidade de nomear ministro antes de sermos eleitos", disse, em coletiva, após a apresentação do seu programa de governo, em São Paulo.

(Com informações de Carla Araújo e Ana Fernandes, da Agência Estado)

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