FELIPE RAU/ESTADÃO
FELIPE RAU/ESTADÃO

Meirelles diz que próxima previsão do PIB pode estar acima de 3%

O ministro da Fazenda afirmou que a crise acabou e voltou a defender reforma da Previdência este ano

Eduardo Rodrigues, Sandra Manfrini e Thaís Barcellos, O Estado de S.Paulo

30 Outubro 2017 | 09h04

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que a previsão da equipe econômica para a alta do PIB em 2018 continua em 2% com viés de alta. Ele argumentou que indicadores econômicos já sinalizam que o crescimento econômico será ainda maior. Por conta disso, o governo fará uma revisão para cima nessa expectativa.

"Não me surpreenderia se, na próxima revisão, essa projeção já estiver em mais de 3%. Vários analistas de mercado já preveem resultados maiores", afirmou o ministro, em entrevista ao programa "Por dentro do Governo", da TV NBR na manhã desta segunda-feira, 30. 

O ministro afirmou que a crise no Brasil já acabou. "A crise em si já acabou. O Brasil já está crescendo". Meirelles repetiu que o País saiu da recessão mais profunda da história, mas que ressaltou que a crise já acabou. "Estão sendo criados empregos no Brasil. Hoje, já temos criado mais de um milhão de empregos desde o início do ano", disse o ministro, admitindo, no entanto, que o número de desempregados ainda é grande.

O ministro disse ainda que a Reforma Trabalhista prestes a entrar em vigor possibilitará a criação de 6 milhões de empregos no País. Segundo ele, a reforma dará poder aos trabalhadores para negociar suas condições de trabalho. "Na Alemanha, com a reforma trabalhista, houve queda de desemprego e aumento do rendimento", citou.

O ministro ainda defendeu que a reforma da Previdência seja aprovada ainda neste ano. "O próximo ano é eleitoral. É importante aprovar (a reforma da previdência) este ano. Vou mais longe, é muito importante que seja feita neste governo", afirmou o ministro.

Meirelles destacou que em ano eleitoral é difícil aprovar uma reforma como a da previdência. "A reforma tem de ser feita, ou outro governo terá de fazê-la ao assumir. Será o primeiro desafio do próximo governo". Segundo ministro, é melhor para o País fazer a reforma agora e dar melhores condições para o próximo governo.

Questionado sobre o porquê de o governo não taxar as grandes fortunas, Meirelles respondeu que há discussões sobre algum imposto sobre patrimônio. Entretanto, o ministro disse que o tema será uma discussão para a Reforma Tributária.

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