Ueslei Marcelino/Reuters
Ueslei Marcelino/Reuters

Meirelles não vai a reunião do Brics para tratar de assuntos internos da economia

Ministro da Fazenda ficará no País para acompanhar negociações com Congresso sobre Refis, reoneração da folha de pagamento e reforma da Previdência

Célia Froufe, correspondente, O Estado de S.Paulo

21 Agosto 2017 | 13h52

LONDRES – O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, permanecerá no País em vez de acompanhar o presidente da República, Michel Temer, na reunião de cúpula do Brics, que reunirá os líderes de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul de 3 a 5 de setembro, na cidade chinesa de Xiamen.

De acordo com a assessoria de imprensa do ministro, ele ficará para acompanhar uma "série de questões que exigem sua presença", como as negociações com o Congresso sobre as propostas do Refis, da reoneração da folha de pagamento e da reforma da Previdência. 

O secretário de Assuntos Internacionais da pasta, Marcello Estevão, é quem representará o ministério na viagem.

A previsão é que Meirelles participe do encontro dos presidentes de bancos centrais e ministros da Fazenda do G-20, grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo, marcado para ocorrer em outubro, em Washington, nos EUA. O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, também deve participar do evento. 

Assim como ocorreu em Goa, na Índia, em outubro do ano passado, Temer participará do encontro do Brics sem a presença do primeiro escalão da equipe econômica.

Meirelles desistiu de se juntar à comitiva brasileira no encontro de cúpula do grupo em Goa uma semana antes do evento para acompanhar a votação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241, conhecida como PEC do Teto dos Gastos, que tramitava no Congresso na ocasião. O governo saiu vitorioso e aprovou um limite para o crescimento dos gastos públicos federais. 

 

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