Mendonça de Barros critica política econômica de Dilma

O ex-ministro das Comunicações e CEO da Quest Investimentos, Luiz Carlos Mendonça de Barros, fez duras críticas à política econômica do governo da presidente Dilma Rousseff, durante conferência no "Seminário Perspectivas para o Agribusiness 2013 e 2014", promovido pela BM&FBovespa. "O Brasil bateu no teto e a mudança, para ser feita, precisa de ter cabeça aberta. A presidente Dilma é pessoa séria, mas, do ponto de vista econômico, é uma tristeza", disse Mendonça de Barros.

GUSTAVO PORTO, Agencia Estado

28 Maio 2013 | 13h13

O CEO da Quest afirmou que a presidente e a equipe econômica, a maior parte oriunda da Unicamp, "segue uma tendência ultrapassada da economia, um ramo keynesiano socialista, que coloca o Estado como o polo da economia, com uma visão meio soviética da economia". Para Mendonça de Barros, o crescimento da economia e o aquecimento do mercado de trabalho que "empurraram o governo Lula" já não ajudam o governo Dilma.

Com isso, o modelo de crescimento, por meio de intervenções do Estado, precisa ser mudado. "O modelo está ultrapassado e o próximo passo é permitir que o setor privado seja o instrumento do governo para gerar renda", disse Mendonça de Barros. "O problema da presidente é que ela quer colocar o Estado para gerar renda e vai dar com os burros nágua."

A proposta do ex-ministro prevê ainda conter o crescimento econômico por um ou dois anos, para altas máximas de 2% a 2,5% anuais do Produto Interno Bruto (PIB), até que haja uma recuperação na oferta, por meio de investimentos privados em infraestrutura e em concessões. "O que ocorre nos portos era para cair o governo se aqui fosse um parlamentarismo", exemplificou.

"Essa concessão privada dos portos saiu com má vontade. Foi difícil convencê-la a fazer (a MP dos Portos) e depois, quando fez, a turminha de soviéticos que trabalha com ela tenta impedir", afirmou Mendonça de Barros, citando a taxa de retorno dos investimentos previstos semelhantes à uma aplicação em títulos do governo. "É mais fácil o investidor fazer a aplicação e não assumir riscos", afirmou.

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