Mercado de trabalho chegou ao fundo do poço, revela pesquisa

Mercado de trabalho chegou ao fundo do poço, revela pesquisa

Levantamento realizado pela FGV aponta, no entanto, que setor está pronto para iniciar recuperação, só não se sabe quando

Vinicius Neder, O Estado de S.Paulo

06 Junho 2017 | 15h31

RIO - O mercado de trabalho chegou ao fundo do poço, mas está pronto para iniciar uma trajetória de recuperação, na esteira da retomada da atividade econômica. Essa é a principal conclusão dos dados dos indicadores antecedentes realizados pela Fundação Getulio Vargas  (FGV), divulgados nesta terça-feira, 6. 

Segundo um dos responsáveis pelo estudo, Fernando de Holanda Barbosa Filho, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre/FGV, uma melhora ou piora no emprego, porém, dependerá do nível de incerteza daqui para a frente.

Para Barbosa Filho, está "tudo pronto" para a pior crise econômica da história ter passado. "Batemos no fundo do poço. O problema é que a trajetória de recuperação já não é a mesma", disse o pesquisador, referindo-se às incertezas criadas pela crise política instaurada após a revelação das delações premiadas de executivos do frigorífico JBS, que envolvem o presidente Michel Temer.

A trajetória de recuperação já não é a mesma porque, na análise de Barbosa Filho, há risco de as reformas perderem fôlego no Congresso Nacional. A incerteza agora é se essa perda de fôlego significa apenas uma redução no ritmo do rumo do governo na direção das reformas ou se implicará uma mudança de rota.

Nesse quadro, a reforma da Previdência é mais importante do que a reforma trabalhista. Para Barbosa Filho, a flexibilização das regras do mercado de trabalho pode ajudar na recuperação do emprego quando a atividade econômica for retomada. O problema é que isso só ocorrerá de forma sustentada quando houver o encaminhamento do problema fiscal, que passa pela Previdência.

"O gatilho para a recuperação é a solução fiscal", disse Barbosa Filho. 

 

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