Mercado encerra ano complicado com saldo positivo

O último dia do ano para os mercados fechou, conforme já era de se esperar, com pequeno volume de negócios e poucas variações nas cotações. Depois de muitas oscilações ao longo do ano por conta dos diversos choques sofridos pela economia, o final de ano foi tranqüilo, e espera-se que a atual estabilidade se mantenha nos primeiros meses de 2002. A instabilidade pode voltar no segundo trimestre, quando haverá muitas rolagens de títulos cambiais e quando as campanhas para a sucessão presidencial começarem a tomar corpo. Na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), os investidores aproveitaram a seqüência de quatro pregões seguidos de altas para vender ações e embolsar lucros, o que justifica a baixa de hoje. Esperava-se alguma turbulência nesses últimos dias por causa da elevação da alíquota do imposto de renda (IR) sobre ganhos no mercado acionário, de 10% para 20%, que entra em vigor na entrada do ano. Mas os investidores não terão de se livrar dos papéis para evitar o imposto mais elevado, a Receita aceitará o pagamento voluntário do IR à atual alíquota no final de janeiro com base na cotação de fechamento de hoje. Os mercados de dólar e juros tiveram poucas transações. Já foi feito o ajuste para a expectativa renovada de queda nos juros nos primeiros meses de 2002. A inflação já apresenta tendência decrescente, mas só haverá folga maior para cortes na Selic - taxa básica referencial de juros da economia - em 2003. Ainda assim, muitos apostam numa primeira redução em fevereiro. Para o câmbio, indiferente à crise argentina, ainda valem os bons números das contas externas, embora faltem fatos novos para afastar o dólar dos atuais patamares, em torno de R$ 2,32. Na Argentina, hoje reabriu a Bolsa de Valores de Buenos Aires, depois de vários dias sem funcionar. O resultado não foi surpresa, uma queda vertiginosa. As incertezas no país ainda são muito grandes e a crise não tem data para acabar. A boa notícia é que os mercados brasileiros têm se mantido alheios aos acontecimentos no país vizinho. Veja logo mais o balanço dos investimentos no mês e no ano, além do resumo da semana nos mercados financeiros e as perspectivas para a semana que entra. Fechamento dos mercados O dólar comercial para venda fechou em R$ 2,3160, com queda de 0,69%. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - fecharam o dia pagando juros de 19,480% ao ano, frente a 19,508% ao ano ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em queda de 1,30%. Às 18h10, o índice Merval da Bolsa de Valores de Buenos Aires operava em queda de 8,37%. Nos Estados Unidos, o Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - apresentava queda de 0,04%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - estava em alta de 0,61%. Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

Agencia Estado,

28 Dezembro 2001 | 18h19

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