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Economia

PIB

Mercado fica mais pessimista e sobe para -3,66% a projeção de queda do PIB em 2016

Relatório Focus também mostrou que para a inflação a estimativa é de alta de 7,31%, porcentual um pouco menor do que o calculado na pesquisa da semana passada

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Célia Froufe ,
O Estado de S.Paulo

28 Março 2016 | 08h52

BRASÍLIA - As projeções do mercado financeiro para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro continuam a piorar no Relatório de Mercado Focus, divulgado pelo Banco Central. Para 2016, a mediana das estimativas passou de uma retração de 3,60% para 3,66% - um mês atrás estava em 3,45%. Para 2017, a previsão ainda é de alta da atividade, mas menor, já que passou de 0,44% para 0,35%.

Já a produção industrial apresentou uma mediana das estimativas do mercado um pouco melhor para este ano, de queda de 4,40% ante recuo de 4,50% da semana anterior e de um mês atrás. A crise vem impactando fortemente o setor. Em um ano, foram mais de 4 mil fábricas fechadas

Os economistas mexeram levemente em suas estimativas para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB. Para 2016, a mediana das previsões passou de 41,05% para 41,10% de uma semana para outra. 

Inflação. As projeções para a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano engataram tendência de queda e recuaram pela terceira semana consecutiva. De acordo com o Relatório de Mercado Focus, a mediana passou de 7,43% para 7,31% nesta semana. Para 2017, o documento trouxe estabilidade das estimativas pela sétima semana consecutiva, em 6%.

Apesar do alívio, a mediana das previsões para este ano segue acima do teto de 6,50% estipulado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). A previsão para 2017 também, já que o limite superior do intervalo da meta para o próximo ano é de 6%.

Para o curto prazo, os sinais foram contrários. Houve alta das expectativas para a taxa em março de 2016, que passou de 0,52% para 0,54% (quatro semanas antes estava em 0,55%); e baixa no caso de fevereiro, com a mediana das previsões variando de 0,63% para 0,62% de uma semana para a outra.

De acordo com o último Relatório Trimestral de Inflação (RTI), divulgado em dezembro passado, o BC projeta que a inflação encerre este ano em 6,2% no cenário de referência e em 6,3% pelo de mercado. Para 2017, a estimativa da autoridade monetária está em 4,8% pelo cenário de referência e de 4,9% pelo de mercado. Um novo RTI será divulgado no dia 31 deste mês.

Juro. O Comitê de Política Monetária (Copom) deve trazer poucas novidades nas próximas reuniões, a julgar pelo Relatório de Mercado Focus. Pelo documento, a Selic ficará inalterada em 14,25% ao ano em 2016. Esta é a oitava semana consecutiva em que não há mudanças para este indicador. Para o fim do ano que vem, o relatório mostra que a Selic estará em 12,50%, a mesma taxa prevista há quatro levantamentos. 

Dólar. As previsões do setor privado para o câmbio sofreram várias revisões para baixo. O documento aponta para um dólar no fim deste ano a R$ 4,15 no lugar de R$ 4,20 vista na semana passada. Já a perspectiva do mercado financeiro para o câmbio de 2017 caiu de R$ 4,30 para R$ 4,20.

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