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Mercado prevê dólar a R$ 4,25 no fim de 2016

- Atualizado: 11 Janeiro 2016 | 10h 04

O Relatório de Mercado Focus também mostra piora das expectativas para a inflação e para o PIB deste ano

BRASÍLIA - Após subir quase 50% no ano passado e encerrar levemente abaixo de R$ 4,00, a perspectiva do mercado financeiro para o câmbio este ano é de alta para R$ 4,25. O dado consta do Relatório de Mercado Focus divulgado nesta segunda-feira, 11, pelo Banco Central. No levantamento anterior, a mediana das estimativas dos analistas apontava para uma cotação de R$ 4,21 e, no de quatro semanas atrás, de R$ 4,20.

Já para 2017, a mediana das estimativas do mercado aponta para uma cotação de R$ 4,23, maior do que a de R$ 4,20 vista na semana passada - um mês antes, já estava nesse patamar. Para este ano, o câmbio médio passou de R$ 4,13 para R$ 4,14 (estava em R$ 4,09 há quatro semanas), enquanto que para 2017, essa mesma variável permaneceu em R$ 4,10 - mesma cotação também de um mês atrás.

Tombini escreveu carta ao ministro da Fazenda para explicar estouro da meta em 2015

Tombini escreveu carta ao ministro da Fazenda para explicar estouro da meta em 2015

As projeções do mercado financeiro para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano seguem no terreno negativo, mas as de 2017 mostram alguma expectativa de recuperação, ainda que não seja tão forte. A mediana das estimativas no Relatório de Mercado Focus ficou em -2,99% para 2016 ante taxa de -2,95% apontada no levantamento anterior - há quatro semanas, a aposta era de uma queda menor, de 2,67%. Um ano atrás, os especialistas consultados pelo BC acreditavam que haveria crescimento este ano, de 1,80%.

Já para 2017, a expectativa é mais otimista, de expansão de 0,86%. Mesmo assim, está menor do que a taxa mediana de 1,00% calculada na edição anterior. Quatro semanas atrás, a mediana das projeções de crescimento do PIB no ano que vem também era de 1,00%.

Para inflação, a estimativa dos analistas é de uma elevação em 2016. O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, escreveu em carta aberta ao ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, divulgada na sexta-feira à noite, que conta com uma desinflação ao longo deste ano causada, sobretudo, pelos preços administrados e pelo setor de serviços, em meio a recessão que atravessa o País.

De acordo com o documento divulgado há pouco pelo BC, no entanto, a mediana das previsões do mercado financeiro para o IPCA de 2016 subiram de 6,87% para 6,93%. Há um mês, a mediana estava em 6,80%. O objetivo do BC, conforme Tombini reforçou na carta, é manter a inflação entre o centro (4,5%) e o teto (6,5%) da meta deste ano - o mercado, pelo Focus, não acredita que isso será possível.

O mercado financeiro não esperava uma inflação anual tão alta no início de um ano desde 2003. Em janeiro de 2003, no primeiro levantamento desse tipo, a taxa prevista para aquele ano era de 11,23%. No primeiro ano de governo Lula, o IPCA terminou com avanço de 9,3%, o que levou ao estouro da meta.

O grupo dos economistas que mais acertam as previsões, Top 5 de médio prazo, está mais descrente ainda. Para ele, o IPCA encerrará este ano em 7,49%. Na semana a anterior, o ponto central entre esses cinco participantes estava em 7,44% e, quatro semanas atrás, em 7,21%. Esta é a quinta semana consecutiva em que há alta das estimativas deste grupo.

Na pesquisa geral, a mediana das projeções para o IPCA de 2017 passou foi mantida em 5,20%, também distante do objetivo do BC de levar a inflação para mais perto de 4,50%. Para o ano que vem, a taxa permaneceu em 5,50% no grupo Top 5 de médio prazo pela quarta vez seguida.

De acordo com o último Relatório Trimestral de Inflação, divulgado em dezembro, o BC projeta que a inflação encerre este ano em 6,2% no cenário de referência e em 6,3% pelo de mercado. Para 2017, a estimativa da autoridade monetária está em 4,8% pelo cenário de referência e de 4,9% pelo de mercado. 

 

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