Mercados em equilíbrio e atentos à Argentina

A crise argentina se aprofunda e os mercados no Brasil mantêm o equilíbrio. Nos Estados Unidos, os números referentes à economia do país ainda não dão uma idéia clara sobre a retomada da atividade econômica, mas, de qualquer forma, este cenário é esperado apenas no segundo trimestre do próximo ano. Às 14h53, o dólar comercial é vendido a R$ 2,3990, com queda de 0,87% em relação aos últimos negócios de ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera com queda de 0,38%. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagam juros de 20,700 ao ano, frente a 21,000% ao ano ontem. Os investidores no Brasil mostram indiferença com a Argentina, mas os analistas continuam recomendando cautela, já que é possível que os mercados passem por um período de instabilidade em um momento mais crítico na Argentina. As atenções estão voltadas para o resultado da viagem do ministro da Economia Domingo Cavallo a Washington. Cavallo tenta novamente obter a liberação de US$ 1,260 bilhão para pagar as dívidas que vencem este mês. A próxima semana pode ser decisiva, já que há vencimento de títulos do governo e, sem os recursos do Fundo Monetário Internacional (FMI), o país vizinho não terá como pagar. Enquanto isso, cresce a desconfiança dos investidores em relação aos rumos da economia argentina. Os argentinos continuam sacando dinheiro da conta bancária para comprar ações de empresas com ADRs em Nova York, uma forma de enviar recursos para fora do país temendo confisco bancário. É isso que explica essas altas expressivas da Bolsa de Buenos Aires, que acumula neste mês de dezembro ganho próximo de 30,81%. Há pouco, o índice Merval da Bolsa de Buenos Aires estava em alta de 5,23%. Mercados norte-americanos Nos Estados Unidos, o Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - opera com queda de 0,59%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - está em queda de 1,33%. A divulgação dos dados sobre mercado de trabalho não animou os investidores. Em novembro, a taxa subiu para 5,7% - a maior em seis anos. Já índice preliminar sobre o sentimento do consumidor, da Universidade de Michigan, mostrou que os consumidores estão um pouco mais otimistas com a economia. O índice subiu para 85,8 em meados de dezembro ante 83,9 em novembro. Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

Agencia Estado,

07 Dezembro 2001 | 14h56

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