Mercados seguem ligeiramente otimistas

Os mercados voltaram a ignorar os problemas argentinos e apresentaram ligeira recuperação. No entanto, as cotações têm oscilado em torno dos atuais patamares, registrando otimismo bem mais moderado do que nas últimas semanas. A boa notícia do dia foi a desaceleração da inflação. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) de novembro ficou dentro das expectativas dos analistas, em 0,61%. Na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), o destaque foi a queda nas ações da Embratel, que anunciou provisionamento de R$ 520 milhões referentes a devedores duvidosos. Os papéis ON (com direito a voto) caíram 10,98% e os PN (sem direito a voto) sofreram ainda mais, com queda de 12,39%. Já para a Petrobrás, a substituição do presidente Henri Reichstul por Francisco Gros foi bem aceita e a boa notícia foi a alta nos preços do petróleo, que foi se reduzindo ao longo do dia. Ainda assim, impulsionou as ações ON da empresa para R$ 54, uma alta de 2,08%. A Rússia determinou hoje o corte de 150 mil barris diários na produção, conforme desejava a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). Agora a entidade negocia com a Noruega e outros produtores menores para elevar os preços do produto. Hoje, em Londres, os contratos de petróleo cru do tipo Brent com vencimento em fevereiro foram negociados a US$ 19,51 por barril, uma alta de 0,19% em relação ao fechamento de ontem. O dólar parece ter encontrado um patamar mais estável de negociação, em torno de R$ 2,43. Embora a entrada de divisas seja grande, há instabilidade na Argentina e no Oriente Médio, o que traz alguma apreensão. De qualquer forma, o fluxo de divisas é positivo inclusive para a Bovespa, que registrou saldo positivo de R$ 32,031 milhões em novembro e já acumula entradas de R$ 829,277 no ano. Quanto à Argentina, nada mudou. As previsões ainda são de colapso nos próximos meses, com calote da dívida e desvalorização. Conforme apurou a correspondente Marina Guimarães, o baixo nível das reservas internacionais não dá muita margem para uma dolarização total da economia, e elas seguem em queda. Mesmo com os limites impostos pelo último pacote econômico, se os saques e as operações de câmbio continuarem, logo o sistema financeiro chegará ao seu limite. Momentaneamente há uma certa calma, mas apenas o governo argentino encontra palavras otimistas. Fechamento dos mercados O dólar comercial para venda fechou em R$ 2,4360, com queda de 0,04%. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - fecharam o dia pagando juros de 21,200% ao ano, frente a 21,150% ao ano ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta de 1,80%. Às 18h30, o índice Merval da Bolsa de Valores de Buenos Aires operava em alta de 7,83%. Nos Estados Unidos, o Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York -apresentava alta de 2,32%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - estava em alta de 4,13%. Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

Agencia Estado,

05 Dezembro 2001 | 18h34

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