Mercados têm dia otimista e dólar cai para R$ 2,3250

Os investidores comemoraram alguns indicadores econômicos hoje, e os negócios apresentaram uma dose extra de otimismo. O superávit na balança comercial de US$ 2 bilhões está se confirmando e as vendas de Natal estão mais aquecidas do que se imaginava, com muitas empresas estão cancelando as férias coletivas e até contratando trabalhadores temporários. Além disso, a inflação dá sinais de queda, o que pode possibilitar uma redução dos juros antes do esperado. Ainda assim, a alta na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) observada hoje foi apenas suficiente para reverter as quedas dos últimos quatro dias, fazendo o índice retornar para o patamar anterior em que estava estacionado desde o início do mês. A queda no dólar deveu-se em grande parte à venda diária de US$ 50 milhões, iniciada em setembro e que acaba no final de dezembro. A proximidade dos feriados reduziu os negócios e a oferta do Banco Central derrubou as cotações da moeda norte-americana para o nível de fechamento mais baixo desde 29 de junho. Mas o aumento da atividade econômica é real, assim como o alívio na pressão inflacionária. Hoje foi divulgada a segunda prévia de dezembro do Índice de Preços ao Atacado (IPA), com deflação de 0,02%. A meta para o ano que vem é apertada, principalmente por causa dos preços controlados. Outra boa notícia é que a Câmara de Gestão da Crise de Energia (CGE) reduziu a previsão de aumento nas tarifas em 2002 de um intervalo entre 26% a 30% para 19,9%. E já concedeu um reajuste médio de 5,7% para a recomposição das empresas, que perderam muito com o racionamento. A medida impulsionou as ações do setor elétrico, em especial Cesp PN (preferencial, sem direito a voto), que subiram 9,76%. Ainda assim, mantêm-se as previsões conservadoras para a última reunião mensal do ano do Comitê de Política Monetária (Copom). O mercado não espera ainda uma alteração na Selic, a taxa básica de juros da economia, atualmente em 19% ao ano. Mesmo com os bons números da inflação, acredita-se que as quedas ainda não sejam suficientes para permitir cortes ainda em 2001. Na Argentina, apesar das medidas de afrouxamento dos limites nos saques bancários, a tensão ainda é muito grande e as apostas, tanto da população como dos analistas, é de que o colapso financeiro está próximo, com previsão de calote da dívida, desvalorização e/ou dolarização. A maior preocupação imediata é com os vencimentos de obrigações do governo no dia 28, já que não há recursos e nem crédito disponível. Fechamento dos mercados O dólar comercial para venda fechou em R$ 2,3250, com queda de 1,32%. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - fecharam o dia pagando juros de 20,150% ao ano, frente a 20,460% ao ano ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta de 3,76%. O índice Merval da Bolsa de Valores de Buenos Aires fechou em queda de 1,22%. Nos Estados Unidos, o Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em alta de 1,08%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - fechou em alta de 0,87%. Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

Agencia Estado,

18 Dezembro 2001 | 18h36

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