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Metalúrgicos da GM fazem protesto de advertência contra demissões

Montadora concedeu férias de 30 dias para os trabalhadores do turno noturno e deu licença de dez dias para todos os demais na fábrica que emprega 4,4 mil metalúrgicos

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Economia & Negócios,
O Estado de S. Paulo

13 Junho 2014 | 09h41

SÃO PAULO - Trabalhadores da General Motors em Gravataí, no Rio Grande do Sul, pararam o trabalho para protestar durante uma hora na madrugada desta sexta-feira, 13, em frente ao portão principal da fábrica.

A concentração começou às 5h30, na hora da troca de turno, em manifestação de advertência contra demissões. Os metalúrgicos temem uma onda de cortes decorrentes da queda nas vendas e excesso de estoques. A fábrica da GM em Gravataí emprega 4,4 mil trabalhadores.

A empresa anunciou férias coletivas de um mês para o terceiro turno a partir da próxima segunda-feira, 16. Os colaboradores dos outros dois turnos de trabalho também terão licença de dez dias. Todos os trabalhadores dos turnos diurnos ficarão afastados entre os dias 7 a 16 e julho.

"Os empregos estão em risco. Queremos dialogar com a montadora e multinacionais aqui do Complexo Automotivo para que elas abram o jogo e sinalizem aos trabalhadores o que está acontecendo", afirmou o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí, Edson Dorneles. A preocupação dos sindicalistas é que o trabalhador acabe pagando a conta da redução de vendas, com o próprio emprego. 

"Se as vendas não forem retomadas, quem vai pagar a conta é o trabalhador. Essa manifestação inicia esse processo. O sentimento do trabalhador é de insegurança. Em geral paramos por salário, mas hoje é diferente, porque todos querem é a garantia do seu emprego", disse o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí, Valcir Ascari, o Quebra Molas.

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