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Metalúrgicos da GM rejeitam PLR e fazem paralisação no interior de São Paulo

- Atualizado: 20 Janeiro 2016 | 11h 23

Trabalhadores consideraram o benefício, que totaliza R$ 12.750, muito abaixo do valor oferecido em 2014, de R$ 16.300

Sem uma nova proposta para a segunda parcela da Participação dos Lucros e Resultados (PLR) de 2015 até as 16h desta segunda-feira, 18, os metalúrgicos da General Motors (GM) de São José dos Campos vão manter a paralisação iniciada pela manhã. 

Segundo o sindicato da categoria na cidade, a reunião entre os representantes dos trabalhadores e a empresa se arrastava até o fim da tarde e, por isso, foi convocada uma assembleia para as 5h30 da terça-feira, 19, para os trabalhadores definirem se continuam de braços cruzados ou se voltam a trabalhar.   

Nesta segunda, um terço dos 5 mil funcionários da unidade da GM em São José dos Campos voltaria de férias coletivas e começaria a trabalhar às 5h50, mas eles não reassumiram suas funções, após rejeitarem, em assembleia, a primeira proposta da montadora.   

Na semana passada, a GM ofereceu pagar R$ 4.250 como segunda parcela da PLR. Em julho de 2015, de acordo com o sindicato, os metalúrgicos receberam R$ 8.500 referentes à primeira parcela do benefício. Dessa forma, a PLR de 2015 totalizaria R$ 12.750. Em 2014, o montante ficou em R$ 16.300, segundo informaram os sindicalistas.   

De acordo com Renato de Almeida, secretário-geral do sindicato dos metalúrgicos de São José dos Campos, os trabalhadores consideraram o montante oferecido "muito inferior" ao do ano anterior. Ainda segundo o sindicalista, não estão descartadas paralisações "a qualquer hora" nas unidades da GM em São Caetano do Sul (SP) e Gravataí (RS).

Procurada, a GM afirmou que não vai se manifestar sobre a negociação em curso.

Desemprego. Os números mais recentes da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) dão conta que, em 2015, as montadoras demitiram 14.732 trabalhadores, ou 10,2% da força de trabalho, levando o total de empregados para 129.776 até dezembro. 

Desse total, 35.600 empregados estavam vinculados ao Programa de Proteção ao Emprego (PPE), em que há redução do salário e da jornada de trabalho, e outros 4,1 mil estavam em lay-off, que consiste na suspensão temporária dos contratos trabalhistas, ainda de acordo com a Anfavea.

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