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Para Moody's, recessão e rigidez do gasto público pressionam nota do Brasil

Agência que tirou o grau de investimento do País em fevereiro afirma que economia é 'grande e diversificada', mas que fatores comprometem o rating

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Gabriel Bueno da Costa,
O Estado de S.Paulo

25 Março 2016 | 17h34

SÃO PAULO - A agência de classificação de risco Moody's afirmou, em nota divulgada nesta sexta-feira, 25, que a "forte contração" da economia brasileira e a rigidez nos gastos públicos pressionam a nota de crédito do Brasil. De acordo com a agência, isso ocorre apesar de uma economia "grande e diversificada".

A Moody's atualmente qualifica o rating do Brasil como Ba2, com perspectiva negativa. A agência rebaixou a nota do País em dois degraus de uma vez em 24 de fevereiro, tirando o grau de investimento, o chamado "selo de bom pagador". Na ocasião, a Moody's mencionou a deterioração nos indicadores de dívida do governo, diante de um quadro de uma economia fraca e de um "ambiente político desafiador".

"A dinâmica de crescimento continuará fraca nos próximos anos, aumentando a pressão sobre a política fiscal", afirma Samar Maziad, uma vice-presidente e analista sênior da Moody's. Além disso, a agência espera que as taxas de juros permaneçam elevadas em termos reais no País, o que torna a dívida do país "menos acessível".

A Moody's menciona a decisão da Petrobrás de cortar seus gastos de capital de US$ 221 bilhões para US$ 130 bilhões no período entre 2015 e 2019, que também pressiona a economia nacional. Segundo a agência, a empresa representa cerca de 10% do investimento total do País.

O comunicado da agência faz referência a um relatório publicado pela Moody's, com sua análise de crédito anual do governo brasileiro.

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