Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Moreira Franco pede 'sensibilidade' dos deputados para aprovar a reforma da Previdência

O ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Moreira Franco, afirmou, durante seminário realizado pelo 'Estado', que a retomada econômica virá depois que as mudanças no INSS forem aprovadas

Eduardo Laguna e Karla Spotorno, O Estado de S.Paulo

11 Dezembro 2017 | 10h36

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, disse nesta segunda-feira, 11, que acredita na sensibilidade dos deputados quanto à necessidade da reforma da Previdência para a consolidação do processo de retomada econômica.

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“Eles sabem que essa reforma é indispensável, que vai dar mais consistência a todo processo de recuperação da economia”, disse o ministro, acrescentando que as mudanças nas regras da aposentadoria permitirão ao governo melhorar sua capacidade de investir, bem como adotar políticas que fortaleçam a produtividade.

De acordo com Moreira, a Previdência é o principal problema da crise fiscal, que é a origem da crise econômica.  Se a reforma andar, diz, o País poderá ter a partir do ano que vem o início de um ciclo de crescimento virtuoso. “O grau de confiança aumenta e vamos ter ambiente fiscal que vai nos permitir retomar com mais firmeza a tradição brasileira de segurança jurídica”, declarou.

Ao participar de fórum do Estadão sobre a reforma da Previdência, Moreira Franco declarou que cada voto é importante para chegar aos 308 necessários à aprovação da matéria na Câmara.

Ele citou que, apesar de divergências, o PMDB, seu partido, fechou questão. Nesse ponto, lembrou que, em outras oportunidades, parlamentares que votaram contra a determinação da sigla foram punidos. “Assim é que funciona a vida partidária e é assim que tem que ser”.

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O ministro reconheceu que, após as mudanças no texto, a reforma da Previdência pode ter sido “muito desidratada”. Observou, porém, que as versões anteriores pareciam ser um “oceano”. “As pessoas quase morreram afogadas”, disse Moreira Franco, reiterando que o texto atual está “como deve ser” por acabar, segundo ele, com privilégios e enfrentar as aposentadorias precoces.

Concessões.  Franco também afirmou que o governo está aberto a negociar concessões a deputados para obter apoio à reforma da Previdência. “O que for razoável, o que for justo, o governo faz. O governo acredita no diálogo, isso é fundamental”. 

Apesar de manifestar abertura do Planalto em negociar com parlamentares, ele deixou claro que não há negociações clandestinas. “As coisas, cada vez mais, são postas de maneira clara”, disse o ministro.  Ele cobrou que prefeitos e governadores cobrem suas bancadas e que as pessoas que são contra privilégios pressionem os deputados federais.

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