Moreira reconhece que rebaixamento se deve a crise previdenciária

Ministro diz que governo vai 'trabalhar cada vez mais' para que deputados e senadores se unam pelas conquistas alcançadas pelo País

Tânia Monteiro, O Estado de S. Paulo

11 Janeiro 2018 | 22h04

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Wellington Moreira Franco, disse na noite desta quinta-feira, 11, que a possibilidade de rebaixamento da nota do Brasil "já existia" por causa das "consequências desorganizadoras que a crise previdenciária provoca". Pouco antes, a agência de classificação Standard & Poor's rebaixou de BB para BB-, com perspectiva estável, a nota soberana do País.

Moreira Franco defendeu a união em torno da reforma da Previdência. "Vamos trabalhar cada vez mais para que as pessoas, os deputados e senadores percebam a necessidade de nós nos unirmos para fazer que as conquistas alcançadas pelo País, como fim da recessão, inflação mais baixa em 20 anos, juros baixos, empregos retomando, sejam sustentáveis", afirmou.

Segundo o ministro, a reforma não deve ser tratada apenas como "uma hipótese", mas como uma necessidade, dada a gravidade da crise. "É só olhar o que já acontece no Rio de Janeiro, no Rio Grande do Sul e no Rio Grande do Norte e o que se projeta para Minas Gerais e outros Estados em função do déficit da Previdência, que já existe na União e nesses Estados e que come todos os recursos."

O ministro ressaltou ainda que a não aprovação da reforma da Previdência traz "projeção de desequilíbrio e isso intimida, amedronta e inibe os investimentos. E a inibição dos investimentos significa menos emprego e, por isso, nós vamos trabalhar mais ainda na confiança de que todos nós unidos, nesse consenso de responsabilidade com o País, possamos avançar com as conquistas que conseguimos obter até agora".

Para Moreira Franco, "a hipótese de projetar desequilíbrio econômico e social, por força do não enfrentamento da questão previdenciária, é um fato". O ministro afirmou que as pessoas que procuram orientação para investimentos no Brasil precisam ser informadas "sobre todo esse esforço que fizemos, que tem sido reconhecido internacionalmente, inclusive pela indicação do presidente do Banco Central como o melhor presidente do BC do mundo".

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