Fórum de Lutas do Vale do Paraíba
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Protestos contra Previdência fecham estradas e paralisam terminais de ônibus em SP

Professores da rede municipal de São Paulo também aderiram à manifestação; algumas escolas estão sem aula; várias regiões de Minas Gerais também aderiram ao protesto, e escolas da rede estadual estão fechadas nesta segunda

Ana Paula Niederauer e Ricardo Rossetto, O Estado de S.Paulo

19 Fevereiro 2018 | 08h32
Atualizado 19 Fevereiro 2018 | 17h57

As principais centrais sindicais do País convocaram para esta segunda-feira, 19, um dia de paralisações em todo o País para protestar contra a reforma da Previdência. 

Em São Paulo, durante a manhã, manifestantes da CUT e CTB fecharam trechos das rodovias Regis Bittencourt, no Km 274, e Dutra, no Km 214. Às 9h, a Polícia Militar liberou a pista. Por volta das 15h, manifestantes começaram a se reunir em frente ao Museu de Arte de São Paulo, na Avenida Paulista. Por volta das 17h, a pista sentido Consolação havia sido bloqueada.

Professores da rede municipal da capital paulista também aderiram à paralisação e algumas escolas estão sem aula hoje. O sindicato municipal dos professores de São Paulo (Simpeem) realizou uma manifestação no Viaduto do Chá, onde protestaram contra o projeto de reforma previdenciária municipal. 

Diversas agências bancárias também estão fechadas nesta segunda-feira, em diferentes pontos da capital. 

Rodoviária Pdte. Dutra paralizada em protesto contra reforma da previdência e intervenção militar #QueroMeAposentar https://t.co/5pjPzIGYa1

Na região metropolitana da capital, os motoristas e cobradores de ônibus das cidades de Santo André, São Bernardo do Campo e Guarulhos também protestaram contra a reforma da Previdência.

Em Santo André, o sindicato da categoria não deixou os ônibus municipais e intermunicipais saírem do Terminal Oeste. Às 7h30 acabou a paralisação e houve a liberação dos coletivos, mas ainda há longas filas de ônibus na entrada e saída do terminal.

Em São Bernardo do Campo também houve paralisação. Os trólebus ficaram parados no terminal intermunicipal e os ônibus movidos à diesel fizeram trajetos alternativos.

+++ Motoristas de ônibus paralisam atividade contra reforma da Previdência em SP

Em Guarulhos, 85 linhas intermunicipais não saíram da garagem. Mas desde às 7h30, passageiros já conseguem pegar ônibus.

No interior, um protesto dos trabalhadores do serviço público de limpeza suspendeu a coleta de lixo na cidade de Sorocaba. Coletores e motoristas aderiram à manifestação, e os caminhões de coleta não deixaram a garagem da empresa que tem contrato com a prefeitura. A previsão é de que o serviço seja normalizado ainda na manhã desta segunda.

 Em Campinas, pelo menos duas escolas estaduais tiveram as aulas suspensas. Na Escola Eduardo Barnabé, que atende 1,5 mil alunos, um cartaz foi colocado na entrada para informar sobre a paralisação. Apenas os funcionários administrativos estavam trabalhando. 

Na Escola Professora Rita de Cássia da Silva, com 650 alunos, as aulas foram suspensas nos três períodos – manhã, tarde e noite. A Secretaria da Educação informou que, onde houve paralisação, as aulas serão repostas.

 

Durante a manhã, ainda foram registradas paralisações pontuais em algumas empresas no interior do Estado. Em São Carlos, funcionários da Volkswagen não iniciaram o expediente nas primeiras horas do dia. O mesmo aconteceu na CPFL de Campinas, na CTG de Ilha Solteira, na UCI Farma, de São Bernardo, e no Terminal Transpetro, de Guarulhos.

No litoral de São Paulo, cerca de 1,2 mil trabalhadores ligados aos sindicatos dos petroleiros e da construção civil da Baixada Santista se concentraram, de manhã, em frente à refinaria da Petrobrás, em Cubatão, segundo a PM. Houve atos também em Santos e São Vicente. Na refinaria da Petrobrás, em Paulínia, os funcionários cruzaram os braços e atrasaram o início do turno. Houve manifestações em frente aos prédios da previdência nas cidades de Bauru e Ilha Solteira. 

Enterrar a reforma. Segundo o presidente da CUT, Vagner Freitas, as centrais definiram uma estratégia de intensificar as ações nas ruas e nas redes sociais contra projetos do governo. "Nossa luta é para enterrar de vez a reforma da Previdência", afirmou. 

Logo no início da manhã, manifestantes da CTB, Intersindical e CSP-Conlutas ocuparam o saguão principal do aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital. Durante o protesto, o presidente da CTB, Adilson Araújo, condenou o governo, que, segundo a central, quer aprovar a toque de caixa uma Previdência "regressiva", que penalizará o trabalhador mais pobre. "Essa paralisação tem o intuito de levar ao conhecimento da população o intento dessa agenda ultralibertal do governo", afirmou.

Minas Gerais. A volta às aulas na rede estadual de ensino de Minas Gerais, nesta segunda-feira, 19, foi parcial durante a manhã devido a protestos contra a reforma da Previdência. Muitos professores e funcionários participaram de atos contra a medida proposta pelo governo federal.

O movimento é coordenado pelo Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE) e acontece em várias regiões. Em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, organizadores dizem que pelo menos dez escolas aderiraram às manifestações.

Em Uberaba, na mesma região, também houve paralisação e não balanço sobre a adesão. Na cidade outras categorias profissionais também fizeram protestos durante a manhã e algumas linhas de ônibus urbanos saíram com atraso da garagem.

Também houve distribuição de panfletos na área central criticando o projeto encaminhado ao Congresso. Para a Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Uberaba (Transube), a reforma é boa apenas para o mercado "e não favorece os trabalhadores". Ainda está previsto um ato à tarde na praça Rui Barbosa, no Centro.

Em Juiz de Fora (MG) na Zona da Mata, uma manifestação no centro nesta manhã reuniu cerca de 300 pessoas, segundo os organizadores. Além de professores, representantes de partidos políticos e outras categorias, caso dos metalúrgicos e bancários, também marcaram presença. Na cidade houve ainda a adesão de escolas municipais e as aulas foram prejudicadas./COLABOROU MARCELO OSAKABE e RENE MOREIRA, ESPECIAL PARA O ESTADO

 

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