Ilustração/MRV
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MRV lança maior empreendimento da sua história

Em terreno de 180 mil m², localizado em Pirituba, o Grand Reserva Paulista terá 7,3 mil apartamentos com valor global de R$ 1,5 bilhão

Heraldo Vaz, Especial para O Estado

13 Junho 2017 | 22h30

A incorporadora e construtora MRV deu início ao maior empreendimento de sua história. É o Grand Reserva Paulista, que terá 7,3 mil apartamentos com valor global de vendas (VGV) de R$ 1,5 bilhão, diz o copresidente da MRV Engenharia, Eduardo Fischer. O terreno de 180 mil metros quadrados – equivalente a 18 quarteirões padrões, de 100 m por 100 m – fica em Pirituba, na zona norte de São Paulo, perto do Shopping Tietê Plaza.

Lançado no final do ano passado dentro do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), o Spazio San Valentin, com 384 unidades, é a primeira fase desse megaprojeto. Além das torres residenciais, inclui abertura de ruas, construção de praça pública, creche, ciclovias, base da Polícia Militar e uma área para comércio e serviços.

“A velocidade de vendas das unidades foi uma das melhores da história da MRV, sendo totalmente vendidas em um mês”, diz Fischer. No ano passado, segundo ele, 100% dos produtos lançados pela empresa foram enquadrados no programa MCMV. “Temos grande expertise neste segmento e vamos continuar com este foco.”

São Paulo. No total, foram lançadas 3 mil unidades com VGV de R$ 508 milhões na Região Metropolitana de São Paulo em 2016. “Este volume representa 13% dos lançamentos feitos no País no ano passado”, declara Fischer. O maior preço foi de R$ 225 mil em São Paulo. O menor valor foi registrado em Cotia: R$ 145 mil.

A crise reduziu as vendas do último ano em 24%. Em 2015, os negócios fechados pela empresa na capital paulista e região metropolitana atingiram R$ 655 milhões. Caiu para R$ 498 milhões em 2016.

Atuação. Fundada há 38 anos em Belo Horizonte, a MRV opera há 16 anos na capital paulista e Grande São Paulo. Fischer explica que, entre 2007 e 2013, a empresa atuou, principalmente, no interior.

Depois, passou a focar na compra de terrenos nas regiões metropolitanas do País. Fischer diz que, no quarto trimestre de 2016, a MRV teve 50% das unidades ofertadas em capitais.

“Percebemos que foi acertada a estratégia de direcionar os nossos investimentos para as capitais e regiões metropolitanas onde é grande a procura por unidades populares”, avalia o copresidente da construtora.

Nos últimos três anos, a companhia investiu no banco de terrenos da capital paulista e cidades da Grande São Paulo.

“Selecionamos cada aquisição de terrenos, com localização e entorno privilegiados”, declara. “Os lançamentos continuaram fortes e as vendas com excelente performance.”

Na concepção de Fischer, a MRV aperfeiçoou um modelo integrado de gestão com capacidade para prospecção e aquisição de terrenos, produção industrializada, padronização dos imóveis e ciclo operacional mais curto. “Isso torna a empresa mais competitiva”, afirma.

“A demanda no segmento de habitação popular é muito alta para uma oferta ainda pequena, diz Fischer. “As pessoas continuam procurando imóvel de baixa renda para comprar por necessidade, e a demanda é muito maior que a oferta.”

Segundo ele, existe uma condição de financiamento “saudável” para esse tipo de imóvel. A MRV entende que o governo está comprometido com a continuidade e melhoria das políticas do programa Minha Casa Minha Vida, como a adequação das faixas e o recente aumento do teto. “Isso dá segurança para olharmos para frente e continuarmos investindo no segmento de moradia popular”, argumenta o executivo.

Escala. “Os resultados deste ano estão muito melhor do que os de 2016”, declara a diretora de incorporação da Econ, Gil Vasconcelos, que também tem os produtos do Minha Casa Minha Vida como carro-chefe da empresa.

Na sua opinião, o cliente da primeira moradia, se está empregado, é melhor comprar um imóvel do programa habitacional do que morar de aluguel. “O que ele paga por mês dá para cobrir a prestação de uma casa própria”, afirma Gil. “É uma opção de vida. O mercado não para por causa da crise.

O sócio diretor da Plano & Plano, Rodrigo Luna, considera o MCMV um dos mais importantes programas habitacionais do mundo. “Possibilita uma produção em larga escala”, diz o construtor.

Luna defende a constante atualização dos valores e uma estabilidade em suas regras. “Assim, as empresas terão capacidade de fazer planejamentos de médio e longo prazo, com propósito de combater o enorme déficit habitacional do País”, argumenta.

 

Ampliação. Na capital paulista, o teto do Minha Casa Minha Vida subiu para R$ 240 mil em fevereiro. Nas cidades da região metropolitana, foi a R$ 230 mil.

 

Para o economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci, a elevação dará um “grande impulso” para o setor no segundo semestre. “Há um período de adequação nos sistemas da Caixa e nos próprios empreendimentos”, diz. “Vai ajudar muito o mercado, principalmente imóveis da faixa 1,5, 2 e 3. O MCMV tem sido um propulsor do mercado.”

Na faixa 3, o governo federal ampliou o programa para famílias com renda mensal de até R$ 9 mil – antes era até R$ 6,5 mil.

Na faixa 1, os financiamentos do programa passou a atender às famílias com renda mensal de até R$ 1,8 mil – neste caso não houve alteração de valor.

Para a faixa 1,5, o limite de renda mensal foi reajustado de R$ 2.350 para R$ 2,6 mil, enquanto na faixa 2 o limite de renda passou de R$ 3,6 mil para R$ 4 mil.

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