Mulher mais escolarizada ocupa emprego doméstico

O nível de escolaridade dos empregados domésticos brasileiros aumentou de 2002 para 2006. É o que mostra pesquisa divulgada nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geográfica e Estatística, detalhando que, a parcela de empregadas com menos de oito anos de estudo chegava a 71% do total há quatro anos. Este ano, essa parcela caiu para 64%. Ainda, segundo a pesquisa, do 1,6 milhão que prestam esse tipo de serviço, espalhadas pelas seis regiões metropolitanas do País, 94,3% são mulheres e 61,8% negros ou pardos. Em média, os trabalhadores domésticos recebem 35% do rendimento da população ocupada nas áreas investigadas. A pesquisa mostra também que quase um terço (27,5%) dos trabalhadores domésticos recebe menos de um salário mínimo, e entre os sem carteira assinada essa parcela chega a 40,4%. No entanto, 79,9% dos trabalhadores domésticos com carteira assinada recebem entre um salário mínimo e menos de dois salários mínimos. A atividade mostra alto índice de informalidade. Somente 34,4% dos domésticos têm carteira de trabalho assinada. Representatividade Em março de 2002 os trabalhadores domésticos representavam 7,7% da população ocupada, passando para 8,1% em março de 2006. Segundo a pesquisa, a jornada dos trabalhadores domésticos, em uma média de 37,6 horas semanal, é inferior à observada para a média da população, que é de 41,9 horas.

Agencia Estado,

26 Abril 2006 | 10h53

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