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Multa de US$300 mi contra Standard Chartered eleva pressão sobre Conselho

REUTERS

20 Agosto 2014 | 10h 50

Uma multa de 300 milhões de dólares aplicada contra o Standard Chartered por lapsos em controles antilavagem de dinheiro aumentou a pressão sobre o Conselho do banco, surgindo após uma série de transgressões e uma queda nos lucros que já haviam dado início a pedidos por mudanças no topo.

O presidente-executivo Peter Sands tem enfrentado críticas após grandes perdas na Coreia, uma desaceleração em atividades de banco de investimento e o impacto de regulações mais duras. O banco emitiu um alerta em junho de que o lucro cairá em 2014 pelo segundo ano consecutivo.

Alguns investidores já questionaram o futuro de Sands e do presidente do Conselho John Peace, levando o banco a rejeitar relatos em julho de que estava planejando a sucessão deles.

O acordo cível anunciado na terça-feira por Benjamin Lawsky, o superintendente de serviços financeiros do Estado de Nova York, veio dois anos após o Standard Chartered ter acertado o pagamento de 667 milhões de dólares para uma variedade de reguladores dos Estados Unidos para resolver acusações similares, incluindo 340 milhões de dólares ao escritório de Lawsky.

Um monitor nomeado em 2012 descobriu falhas nos sistemas de vigilância do banco que acarretavam em um "número significante de transações de alto risco em potencial" a passarem despercebidas, segundo uma ordem de consentimento assinada por Sands.

O acordo mais recente prevê que a unidade de Nova York do Standard Chartered suspenda o processamento de pagamentos denominados em dólares, conhecido como compensação de dólares, para clientes corporativos de alto risco em sua unidade de Hong Kong.

O Standard Chartered também encerrará relacionamentos de alto risco com clientes corporativos de tamanhos médio e pequeno nos Emirados Árabes, e que terá que obter aprovação do escritório de Lawsky antes de abrir contas de compensação em dólares norte-americanos para novos clientes. O banco ainda continuará com um monitor por outros dois anos.

(Por Jonathan Stempel e Matt Scuffham)