Werther Santana|Estadão
Werther Santana|Estadão

Na prévia de outubro, inflação do aluguel sobe 0,30%

IGP-M, utilizado como referência para reajuste de contratos, desacelera em outubro em relação ao mesmo período do mês anterior, quando subiu 0,41%; no ano, o recuo do índice é de 1,81%

Daniela Amorim, Broadcast

20 Outubro 2017 | 09h56

RIO - O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) teve alta de 0,30% na segunda prévia de outubro, após o avanço de 0,41% na segunda prévia de setembro. A informação foi divulgada há pouco pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o resultado, o índice acumula recuo de 1,81% no ano e redução de 1,30% em 12 meses.

A FGV informou ainda os resultados dos três indicadores que compõem a segunda prévia do IGP-M de outubro. O IPA-M, que representa os preços no atacado, subiu 0,36%, ante uma alta de 0,63% na segunda prévia de setembro. O IPC-M, que corresponde à inflação no varejo, apresentou alta de 0,24%, depois da redução de 0,10% na segunda prévia de setembro. Já o INCC-M, que mensura o custo da construção, teve alta de 0,11% na prévia de outubro, ante aumento de 0,22% na segunda prévia de setembro.

O IGP-M costuma ser usado como referência para reajuste de contratos de aluguel. O período de coleta de preços para cálculo do índice foi de 21 de setembro a 10 de outubro. No dado fechado do mês passado, o IGP-M teve alta de 0,47%.

Alimentos.  Os alimentos ficaram mais caros e pressionaram a inflação ao consumidor na segunda prévia de outubro do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M). 

Cinco das oito classes de despesa tiveram taxas de variação maiores. A principal contribuição partiu do grupo Alimentação, que passou de um recuo de 0,84% na prévia de setembro para alta de 0,08% na leitura de outubro, sob influência de itens como hortaliças e legumes, que saiu de -11,70% para 4,37% no período.

Os demais acréscimos ocorreram em Habitação (de -0,25% para 0,22%), Despesas Diversas (de -0,03% para 0,57%), Vestuário (de 0,31% para 0,80%) e Comunicação (de -0,08% para 0,28%). Os destaques foram os itens tarifa de eletricidade residencial (de -1,17% para 0,39%), cigarros (de 0,03% para 1,21%), roupas (de 0,31% para 0,99%) e tarifa de telefone móvel (de -0,16% para 0,63%), respectivamente.

Na direção oposta, as taxas de variação diminuíram nos grupos Transportes (de 0,42% para 0,21%), Educação, Leitura e Recreação (de 0,74% para 0,37%) e Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,31% para 0,27%), sob impacto de itens como a gasolina (de 1,83% para 0,92%), passagem aérea (de 21,20% para 8,11%) e artigos de higiene e cuidado pessoal (de -0,25% para -0,79%).

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