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Não há expectativa de recuperação para preço do petróleo e outros combustíveis fósseis

- Atualizado: 02 Março 2016 | 13h 51

Presidente da Fapesp, José Goldemberg, acredita em crescimento forte do consumo de energias renováveis em países ricos e em desenvolvimento

SÃO PAULO - A queda na demanda por petróleo pela China e o pequeno crescimento global no consumo anual de energia devem fazer com que os preços do petróleo e de outros combustíveis fósseis não se recuperem no curto ou médio prazo, afirmou o presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), José Goldemberg, durante participação no novo encontro da série Fóruns Estadão, com o tema "Infraestrutura - Inovação para o Crescimento", que aconteceu na manhã desta quarta-feira, 2.

O presidente da Fapesp destacou ainda que o consumo total de energia no mundo por ano avança num ritmo pequeno

O presidente da Fapesp destacou ainda que o consumo total de energia no mundo por ano avança num ritmo pequeno

"Na China, todas as áreas fundamentais de infraestrutura estão recuando. Isso se deve ao fato de que existe uma sobrecapacidade em todas as áreas. O planejamento no China foi feito levando em conta índices de crescimento muito altos", disse Goldemberg. "Com o crescimento chinês diminuindo, surgiu um problema de excesso de capacidade".

O presidente da Fapesp destacou ainda que o consumo total de energia no mundo por ano avança num ritmo pequeno e que, desde a crise de 2008, o consumo de energia praticamente não cresceu nos países ricos, passando por uma alta razoável nos países em desenvolvimento.

"O consumo de energia renovável, por sua vez, passa por um crescimento forte, tanto nos países ricos quanto nos em desenvolvimento", disse Goldemberg. "A solução, assim, aponta para as energias renováveis".

O presidente da Fapesp ainda ponderou que, apesar da queda nos preços do petróleo, os países ricos não devem passar a gerar eletricidade a partir do petróleo. "Seria necessária uma mudança na estrutura energética desses países, com pesados investimentos".

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