Adriano Machado/Reuters - 3/4/2018
Adriano Machado/Reuters - 3/4/2018

'Não podemos achar que cenário internacional continuará favorável para sempre', diz Ilan

Segundo o presidente do Banco Central, País tem que 'continuar na agenda de reformas e ajustes da economia'

Fabrício de Castro, O Estado de S.Paulo

11 Abril 2018 | 11h07

BRASÍLIA - O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, afirmou nesta quarta-feira, 11, que o cenário internacional permanece benigno, mas não se deve esperar que isso permaneça para sempre. Na terça-feira, Goldfajn indicou que a próxima redução na taxa básica de juros deve marcar fim do ciclo de cortes.

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Segundo ele, recentemente houve maior volatilidade no mercado global, vindo de desafios ligados ao crescimento, às negociações entre países e também de expectativas quanto à normalização da política monetária dos Estados unidos e de outros países.

"O cenário permanece benigno, mas não podemos esperar que este cenário fique assim para sempre", afirmou Goldfajn durante entrevista, por teleconferência, a jornalistas da imprensa internacional. "Temos que continuar na agenda de reformas e ajustes da economia", acrescentou. 

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Goldfajn pontuou que, no último ano, a agenda de reformas e ajustes da economia foi "bastante intensa", mas que é preciso continuar neste caminho para manter a inflação baixa no futuro. De acordo com o presidente do BC, a expectativa é de que a inflação fique próxima de 3,8% em 2018 e de 4,0% em 2019 e 2020.

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"Nós indicamos que no nosso cenário é de um corte adicional da Selic (a taxa básica de juros) no próximo encontro do Copom, a menos que as condições se alterem", acrescentou, em referência ao encontro do comitê em maio.

Goldfajn citou ainda as reservas internacionais do Brasil, atualmente em US$ 383 bilhões, e a posição da instituição em swaps, próxima de US$ 24 bilhões, como fatores para que o País resista à volatilidade. "Temos o suficiente de reservas e de swaps para enfrentar qualquer cenário à frente", disse.

Crescimento. Goldfajn também repetiu, no início da entrevista, a avaliação de que a economia brasileira tem se recuperado de forma gradual, mas consistente. "Não é sempre numa linha reta, temos altos e baixos", disse, acrescentando que o mercado espera alta do Produto Interno Bruto (PIB) entre 2,5% e 3,0% para este ano. "É uma recuperação consistente."

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