Natal: compras de final de ano causam estresse

A secretária Susi Rufo costumava fazer as compras de Natal na Rua 25 de Março. Neste ano, porém, ela decidiu deixar de lado a peregrinação pelas ruas do centro de São Paulo, que ficam lotadas nesta época, para ir aos shoppings e ruas mais próximos de sua casa, em Pinheiros. Ela foi atingida por um dos males do fim de ano: o estresse causado pelas compras. "Eu sei que todos os lugares estão cheios, que o trânsito é ruim e é difícil estacionar, inclusive nos shoppings. Mas neles a segurança pelo menos é maior", explica Susi. Ao abrir mão das tradicionais compras na 25 de Março, a secretária também deixou de se preocupar com a pesquisa dos melhores preços. Ela diz que costuma pesquisar com cuidado antes de fazer compras, e que a 25 de Março é um dos melhores lugares para economizar. "Mas a confusão atrapalha e não daria tempo de procurar muito", comenta. A economista Lia Mara Novaes Cruz também mudou o hábito de compras para o Natal deste ano. "Em casa não vamos trocar presentes. Só vou procurar lembranças para alguns amigos e parentes", conta. Lia diz que a decisão foi motivada pela situação econômica e pelo movimento nas lojas. "Acho que até peguei trauma de shoppings. Fica muito cheio, a gente acaba não encontrando o que quer e ainda fica estressada", reclama. Massagem para aliviar o estresse Alguns shoppings estão aproveitando a tensão natural causada pelas compras de Natal para fazer um agrado aos clientes. A Rede Plaza montou salas de massagem nas três unidades que administra em São Paulo (West Plaza, Paulista e Plaza Sul). Até o dia 24, os consumidores que gastarem mais de R$ 50,00 poderão desfrutar de uma sessão de shiatsu. "A massagem relaxa, tira toda a tensão do ombro", atestou a atriz Tânia Castello logo após uma sessão. Ela havia feito as compras no sábado, mas ficou desestimulada por uma grande fila. "Preferi vir na segunda, que é mais calmo". Tânia não terminou a compra dos 20 presentes que estão em sua lista. Ela diz que a concentração de pessoas atrapalha muito nesta época do ano. "O atendimento não é tão bom e há o cansaço físico que também aumenta o estresse", explica. Por isso, a atriz não pensa em levar os filhos às compras. "Ficaria mais difícil".

Agencia Estado,

18 Dezembro 2001 | 12h36

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