Stina Stjernkvist/EFE
Stina Stjernkvist/EFE

Nobel de Economia premia britânico e finlandês por estudo sobre contratos

Prêmio foi concedido ao britânico Oliver Hart e ao finlandês Bengt Holmstrom que desenvolveram diferentes análises para problemas na concepção do contrato, como remuneração, franquias e a privatização

O Estado de S.Paulo

10 Outubro 2016 | 07h22
Atualizado 10 Outubro 2016 | 11h39

O economista britânico Oliver Hart, 68 anos, da Universidade de Harvad, e o finlandês Bengt Holmström, 67 anos, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), foram premiados com o Prêmio Nobel de Economia por suas "contribuições à teoria dos contratos" e consequente impacto no funcionamento da economia. O Nobel  tem uma recompensa de 8 milhões de coroas suecas, equivalente a R$ 3.028.000.

"As novas ferramentas teóricas criadas por Hart e Holmstroem são valiosas para a compreensão dos contratos e instituições da vida real", disse a Real Academia Sueca, em Estocolmo. "Os contratos são fundamentais e estão em todo o lugar em nossa sociedade", afirmou o chefe do comitê de ciências econômicas do Prêmio Nobel, Per Strömberg. 

A academia explica que como tais relações implicam conflitos de interesse, os contratos devem ser devidamente concebidos para assegurar que as partes tomem decisões mutuamente benéficas. Os laureados desenvolveram um quadro global para a análise de diferentes problemas na concepção do contrato, como remuneração baseada em desempenho para altos executivos, franquias e a privatização das atividades do setor público.

"Eu acordei às 4h40 e fiquei pensando se era muito tarde para ganhar este ano. Então, felizmente, o telefone tocou. Minha primeira ação foi abraçar minha esposa, acordar meu filho mais novo e falar com meu colega premiado", disse Hart sobre o Nobel.

A série de prêmios já entregou em 2016 o Nobel de Medicina ao japonês Yoshinori Ohsumi por seus estudos de "autofagia celular", o de Física ao trio de cientistas David Thouless, Duncan Haldan e Michale Kosterlitz pela descoberta da "face" exótica da matéria e o de Química para o trio de pesquisadores Jean-Pierre Sauvage, Fraser Stoddart e Bernard Feringa pelo desenvolvimento de "máquinas moleculares".

   

Já o Nobel da Paz foi entregue ao presidente colombiano Juan Manuel Santos por ter conseguido fechar um acordo de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), após 52 anos de conflito./COM AGÊNCIA BRASIL

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