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Número de clientes do BMG sobe e banco passa a ser o mais reclamado em janeiro

Número de clientes saltou de 1,992 milhão em dezembro para 2,198 milhões em janeiro; banco teve 158 críticas consideradas procedentes no Banco Central

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Célia Froufe,
O Estado de S.Paulo

15 Fevereiro 2016 | 14h33

BRASÍLIA - Foi só ultrapassar a marca de 2 milhões de clientes para que o Banco BMG liderasse, em janeiro, a lista do Banco Central que enumera as instituições financeiras com maior volume de reclamações de clientes em relação a seu porte. Desde que o BC mudou a metodologia, em julho de 2014, separando, entre outras mudanças, as instituições por dois grupos (acima e abaixo de 2 milhões de clientes), o BMG, que anteriormente figurava na lista de bancos mais reclamados, voltou a receber o título indesejável entre as maiores instituições do País.

De acordo com o BC, em dezembro do ano passado, o banco contava com 1,992 milhão de clientes. Em janeiro, passou a ter 2,198 milhões. Com 158 críticas consideradas procedentes pelo regulador no mês passado, a instituição obteve índice de 71,85. A pontuação é inédita para essa posição também desde que o BC mudou a metodologia. Geralmente, o indicador não ultrapassa uma dezena. A classificação é gerada por um índice que leva em conta instituições que receberam o maior volume de críticas de usuários de seu serviço em relação ao total de clientes. Todas são avaliadas pelo BC pelo seu conglomerado.

Na segunda posição, com um índice bem menor, está a Caixa Econômica Federal, com 10,73 pontos provenientes de 842 queixas avaliadas como procedentes pelo regulador. A instituição oficial conta com 78,423 milhões de clientes. A Caixa permaneceu na liderança dessa lista de julho a novembro do ano passado. Já o Itaú, que ficou no topo da lista no último mês de 2015, aparece agora em terceiro lugar (7,99 pontos). Dos 60,019 milhões de clientes, 480 reclamaram do banco privado ao BC com razão.

Na quarta posição, está o Bradesco, com 7,65 pontos. Em janeiro, o banco recebeu 591 críticas de seus 77,211 milhões de correntistas. O Banco Santander ficou com a quinta colocação, com 5,57 pontos obtidos pelas queixas de 188 clientes, de um total de 33,712 milhões.

Reclamações. Em janeiro, o volume de queixas consideradas com fundamentação contra instituições financeiras recuou drasticamente em relação a dezembro (3.160) e a novembro (4.029). No primeiro mês de 2016, foram 2.946. A reclamação mais comum foi sobre irregularidades relativas à integridade, confiabilidade, segurança, sigilo ou legitimidade das operações e serviços relacionados a cartões de crédito, citada 367 vezes. Em dezembro, esse também foi o principal motivo de descontentamento dos clientes, mas havia sido citado menos vezes (294).

A oferta ou prestação de informação a respeito de produtos e serviços de forma inadequada foi mencionada 253 vezes no mês passado, ficando em segundo lugar. A cobrança irregular de tarifa por serviços não contratados ficou na segunda posição, com 280 críticas. Já a cobrança irregular de tarifa por serviços não contratados apareceu 244 vezes avaliada como procedente pelo BC. No caso do débito em conta de depósito não autorizado pelo cliente houve 241 citações. A quinta posição ficou com "outras irregularidades relativas a integridade, confiabilidade, segurança, sigilo ou legitimidade das operações e serviços", mencionada 208 vezes. 

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